Levantamento aponta aumento da infestação de Aedes Aegypti

A infestação do mosquito Aedes aegypti em Campo Mourão aumentou de 0,6 por cento para 1,36 por cento de julho a outubro. A infestação é considerada de médio risco. O índice está acima do considerado ideal pelo Ministério da Saúde, que é abaixo de um por cento. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (06), pelo Comitê Gestor com base no Levantamento de Índice (LIRA) realizado nesta semana.
Duas localidades apresentaram índices considerados de alta infestação (jardins Copacabana e Novo horizonte). Outras 15 localidades tiveram índices considerados de média infestação e 18 com índices baixos. Neste levantamento foram vistoriados 1.618 imóveis, dos quais 22 com presença de larvas do mosquito Aedes aegypti.
Segundo o chefe do Comitê Gestor, Carlos Bezerra, predomina o aparecimento de criadouros nos tambores, baldes e lonas plásticas (locais aonde as pessoas acumulam água para reaproveitamento na residência). Em segundo lugar apareceram os recicláveis (acumulados em residências) e sucatas, seguidos de pneus (lançados em terrenos baldios e acumulados em residência).
“A maioria dos focos foi encontrada nas residências e houve um aumento de incidência em terrenos baldios”, disse Bezerra. Ele adverte que apesar de atualmente Campo Mourão não apresentar nenhum caso de doença transmitida pelo Aedes Aegypti, o aumento na infestação mostra que a população não pode descuidar.