Infestação do mosquito da dengue chega a 5,88% e acende alerta em Campo Mourão

A Secretaria Municipal de Saúde de Campo Mourão divulgou, nesta terça-feira (03), o resultado do Levantamento de Índices Rápidos para Aedes aegypti (LIRAa), que apontou índice de infestação do mosquito transmissor da dengue de 5,88% no município. O percentual é quase seis vezes superior ao recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera satisfatório o índice abaixo de 1%. Um dos dados que mais chamam a atenção é que 74,19% dos focos foram encontrados em residências, reforçando a necessidade de cuidados preventivos dentro dos imóveis.
Dos 1.831 imóveis vistoriados, 111 apresentaram focos do mosquito. Além das residências, que concentram a maior parte dos criadouros, os terrenos baldios representam 17,21% dos locais com focos identificados. Entre os principais recipientes encontrados estão materiais recicláveis, responsáveis por 35,5% dos focos, seguidos por vasos, bebedouros e pratos de plantas, que correspondem a 30,9%.
O levantamento também identificou situação de alerta em diferentes regiões da cidade. Das 53 localidades mapeadas, 30 apresentam alto risco de infestação, 11 estão em médio risco e as demais foram classificadas como de baixo risco.
Entre os bairros com maiores índices estão o Jardim Tropical II, com 21,21%; Fortunato Perdoncini, com 14,29%; jardins Nossa Senhora Aparecida e Indianápolis, com 13,51%; Jardim São Francisco, com 12,12%; Jardim Modelo, com 11,76%; Jardim Tropical I, com 11,32%; e Jardim Araucária, com 11,11%.
Diante do cenário, a Divisão de Endemias explica que os agentes já estão atuando nas regiões mais afetadas, mas as ações realizadas pelo serviço público precisam contar com a colaboração dos moradores para conter a proliferação do mosquito. A coordenadora geral de campo, Marinalva Ferreira da Luz, destaca a necessidade de intensificar os cuidados preventivos neste momento, considerando o elevado índice de infestação e o risco de uma epidemia.
A principal orientação é eliminar qualquer recipiente que possa acumular água parada, especialmente nos quintais e áreas externas das residências. Entre as medidas recomendadas estão descartar corretamente potes, garrafas, tampas e baldes; manter caixas-d’água bem fechadas; limpar calhas e ralos com frequência; colocar areia nos pratos de plantas; e evitar o acúmulo de lixo e entulhos em quintais e jardins.