Fórum da Saúde cobra a volta do atendimento normal nos postos de Campo Mourão
Na tarde desta sexta-feira (04) voluntários do Fórum Popular de Saúde de Campo Mourão estiveram nas duas unidades de saúde que estão funcionando no período vespertino, que são a do Jardim Paulista e do Alvorada, para entregar panfletos à população com as suas principais reclamações e reivindicações para o setor de saúde, entre elas a volta do atendimento normal nos postos. As unidades estão funcionando em meio período e segundo o Fórum ‘é uma medida antidemocrática e autoritária que só tem prejudicado as pessoas mais humildes e que mais necessitam do atendimento médico nos postos.’
O Fórum Popular da Saúde é coordenado pelo professor Devalcir Leonardo. Trata-se de um movimento apoiado por vários setores da comunidade, como associações de moradores, entidades, sindicatos e agremiações estudantis de Campo Mourão. Entre elas, o Sindicato dos Bancários, o APP Sindicato e os grêmios estudantis da Fecilcam e da UTFPR. O objetivo movimento é fiscalizar o funcionamento do sistema de saúde pública em Campo Mourão e sensibilizar a população para cobrar os seus direitos.
O estudante e membro do DCE da Fecilcam, André Luiz Alves, faz questão de participar dessas ações. ‘A população está sendo desrespeitada. Não tem de aceitar uma situação dessas. O posto está lotado e sabe-se lá se todos vão conseguir ser atendidos’, comenta. Para André, os problemas da saúde são muitos. ‘Falta médicos e, os que têm não cumprem a sua carga horária, funcionários qualificados, instalações adequadas e, outra coisa muito importante, um atendimento mais humano para as pessoas que procuram essas unidades’ cobra o estudante.
O comerciário e ‘usuário do SUS’, como se intitula, Welisson Ribas, disse que ‘a situação da saúde tem piorado muito e se a população não se organizar para cobrar, as coisas vão continuar assim’. Para ele a população tem que se mobilizar porque a saúde interfere diretamente com a vida de todos.
O posto do Jardim Alvorada estava lotado nesta tarde e muitos já estavam impacientes com a demora. Esse é o caso da dona de casa Maria da Conceição dos Santos, moradora do Jardim Tropical, que precisou se deslocar com sua filha de 8 anos para receber atendimento médico. ‘Moro próximo ao posto do Tropical, mas desde que o horário foi reduzido, é sempre assim. A gente chega e tem de ficar esperando, é muita gente para ser atendida’, reclama.
(Ari Mendonça)