Estudante é diagnosticada com meningite e mobiliza saúde

Representantes da Saúde e do Colégio prestaram esclarecimentos durante coletiva – Foto: Clodoaldo Bonete/Tasabendo.com

Uma adolescente de 15 anos está internada no hospital Santa Casa de Campo Mourão com meningite meningocócica, uma infecção bacteriana aguda e que pode levar à morte. A secretaria de Saúde convocou uma coletiva com a imprensa na tarde de hoje para confirmar o diagnóstico, mas também para alertar os pais de outros estudantes do colégio de que seus filhos podem frequentar as aulas normalmente.

A aluna estuda no Colégio Vicentino Santa Cruz e participou normalmente das aulas até quinta-feira da semana passada. Depois de passar mal em casa e ser encaminhada ao hospital, ela recebeu o atendimento médico e continua internada em estado gravíssimo.

O médico infectologista, Rodolfo Poliseli disse que a estudante foi acometida pela meningite do tipo B. “Nesse caso especifico, é uma meningite bacteriana, infecção grave, a qual chamamos de meningocócica,  transmitida por meio da saliva, secreção oral”, informou o médico.

A secretaria da Saúde, bem como a Regional de Saúde acompanham o caso na Santa Casa. Campo Mourão não registrava casos de meningite há três anos. Além da paciente, seus familiares, namorado e pessoas mais próximas também receberam atendimento da Saúde, pelo risco de contaminação.

“Todos estão sendo acompanhados desde sábado passado, encaminhamos o material para exame laboratorial em Curitiba para obter um diagnóstico de qual bactéria acometeu essa criança”, disse a enfermeira responsável pelo Setor de Vigilância Epídemiológica da secretaria de Saúde, Edina Simão.

A aluna estuda o 2º ano do ensino médio e os colegas de classe, bem como professores receberam medicação para prevenção da doença. No entanto, Edna explica que os pais de outros estudantes não precisam se preocupar e podem mandar seus filhos para a escola normalmente. “Não há necessidade de suspender aulas ou risco para os demais alunos, é vida normal. O que os pais devem ficar atentos é caso o filho apresente febre procurar o médico, mas no mais vamos nos ater àqueles que tiveram contato mais próximo com ela, por até quatro horas, como os colegas de sala e professores”, relata Edna.