Eficiência dos revigorantes sexuais

A disfunção erétil, conhecida popularmente como impotência sexual, é um sintoma bastante prevalente e encontrado em todas as faixas etárias. A perda da ereção nos homens, principalmente nos mais jovens, é um fato bastante constrangedor. O indivíduo acaba por se sentir ”menos homem”, fica com medo de ”ficar broxa” e ser ridicularizado pela parceira e pelos amigos. Neste momento de vulnerabilidade, o paciente acaba se submetendo a qualquer tipo de tratamento para recuperar sua ”virilidade”. É nesta hora que entram os charlatães de plantão.

Atualmente qualquer pessoa pode misturar guaraná com catuaba, por exemplo, colocar num frasco e vender como ”revigorante e energizante sexual”. Este tipo de produto pode ser encontrado aos montes nas farmácias, supermercados e internet. Podemos notar que, na maioria das vezes, estas substâncias prometem curar a impotência sexual, melhorar a libido e o cansaço, combater a frigidez na mulher, entre outros ”benefícios”. E tudo isto com a garantia de ser ”100% natural” e isento de efeitos colaterais! Mas na prática, o que vemos é diferente.

Qualquer droga, para chegar ao mercado, deve passar por exaustivos testes em animais e seres humanos e comprovar sua eficácia em estudos que envolvam milhares de pacientes, em vários países diferentes. Além disto, nenhum composto é capaz de tratar várias doenças de etiologias diferentes simultaneamente, e do mesmo modo, nenhuma droga é isenta de efeitos colaterais.

Estes ”fortificantes sexuais”, quando têm resultado, o fazem pelo chamado efeito placebo: a pessoa toma uma medicação sem eficácia nenhuma, e acaba tendo melhora dos seus sintomas pelo efeito subconsciente de estar recebendo o remédio (isto pode acontecer em qualquer doença). No caso da disfunção erétil, que além das causas orgânicas está muito associada a fatores psicológicos, este efeito é bastante comum.

Portanto, temos que nos lembrar: na medicina não existem milagres. As drogas para o tratamento da disfunção erétil, disponíveis atualmente, são bastante eficazes e seguras. Mas devem necessariamente ser prescritas pelo médico e, mesmo quando usadas corretamente, podem provocar efeitos colaterais. Por isto o acompanhamento médico durante o tratamento é imperativo.

Mito: os ”revigorantes sexuais”, por serem naturais, não têm nenhum malefício
Verdade: ao se tratar com substâncias sem acompanhamento médico, o paciente está retardando seu diagnóstico e também o correto tratamento de sua doença

Juliano Plastina
Urologista CRM 17954
Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia
Maringá – PR