Dengue: prefeita de Campo Mourão pede decreto de Situação de Emergência

Em razão do grande número de notificações de dengue,  o excesso de chuvas e a proximidade com três cidades que já vivem em situação de epidemia por causa da doença, a prefeita de Campo Mourao, Regina Dubay  esteve nesta quarta-feira, 20, solicitando ao Governo do Estado, através da Secretaria de Saúde que se decrete situação de emergência   na cidade.  O secretario de Estado da Saúde Michelle Caputo acolheu o pedido da prefeita, que estava acompanhada da deputada estadual Marla Tureck, e já solicitou a Defesa Civil do Paraná, através do Capitão Borba que se procedam os levantamento para decretar a situação.

Com esta medida será possível implementar medidas emergenciais para combater de forma mais intensa os focos que estão sendo encontrados na cidade, seja com a contratação emergencial de mão  de obra de agentes de endemias ou serviços. Além disso, o Estado pode oferecer estrutura de apoio através da defesa civil e da Secretaria de saúde.

Preocupada com a  situação  a prefeita aguarda uma resposta para esta quinta-feira, 21. ‘Estamos  tomando as medidas para que possamos evitar uma epidemia. O poder público local poderá buscar recursos dos governos Estadual e Federal para combater a epidemia e contratar agentes de saúde temporários, sem a necessidade de realizar concursos’ , esclareceu a prefeita Regina. Ela lembra que nos últimos dias os trabalhos contra a proliferação do mosquito da dengue foram intensificados  com trabalhos de bloqueios em locais de maior infestação, paralelamente a aplicação de fumacê (em toda cidade), com apoio do Governo do Estado.

Medidas – Além dos constantes trabalhos de prevenção com fiscalizações e medidas e arrastões de limpeza, com uma equipe composta por profissionais treinados, através do Departamento de Endemias, da Secretaria Municipal de Saúde, uma mobilização envolvendo a comunidade será realizada no próximo dia 28.

O município também iniciou nesta quarta-feira, 20,  uma ação integrada de vistoria e notificação de responsáveis por focos do mosquito transmissor. A ação global, com um plano de ação mais abrangente, prevê que nos locais em que forem encontrados focos de larvas, os responsáveis são notificados de imediato, com um prazo de 24 horas para a solução do problema através de limpeza, e que em uma segunda vistoria, caso o problema não tenha sido resolvido, a notificação é revertida em multa e encaminhada para o Ministério Publico para medidas judiciais.