Dengue: Morador resiste e Saúde pede apoio da PM para fiscalizar imóvel em CM

POliciais militares foram acioandos para dar apoio aos agentes de endemias – Foto: Clodoaldo Bonete/Tasabendo.com

A secretaria de Saúde de Campo Mourão vem enfrentando resistência de alguns moradores durante o trabalho de fiscalização para o controle de focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika vírus e chikungunya. Algumas pessoas não permitem ou dificultam o acesso dos agentes em seus quintais e imóveis.

Nesta quarta-feira, a secretaria de Saúde precisou solicitar o apoio da Polícia Militar para adentrar a um desses imóveis, no Jardim Tropical, bairro que concentra o maior índice de infestação do mosquito, com 26,32%, O local fiscalizado pertence a um empresário, que mantém uma oficina mecânica e funalaria, anexa à residência.

“Não foi encontrado nenhum vestígio no quintal, mas como essa pessoa mantém vasos de plantas aquáticas dentro de casa, repassamos as orientações sobre os cuidados para evitar o risco. Nesse tipo de recipiente foram encontrados muitos focos durante o levantamento de índice”, disse a coordenadora geral do setor de Endemias da cidade, Marinalva Ferreira.

Ela conta que muita gente tem dificultado o acesso dos agentes de endemias em seus quintais, o que atrapalha o controle do Aedes aegypti. “Infelizmente temos enfrentado muita recusa dos moradores, mas devido a esse aumento de infestação em Campo Mourão, a partir de agora vamos solicitar o apoio da Polícia Militar sempre que o morador não permitir o trabalho dos agentes de endemias”, alerta Marinalva.

A quem tem qualquer tipo de receio, Marinalva lembra que os agentes de endemias trabalham devidamente uniformizados e com crachás. Além disso, se houver qualquer dúvida, a morador pode entrar em contato com a secretaria de Saúde. “Os agentes são treinados para esse tipo de serviço e estão identificados. Mesmo assim, se a pessoa tiver dúvida, pode ligar no telefone 3518 1636”, afirma.

Campo Mourão está com índice geral de 11,40 de infestação de larvas do mosquito Aedes Aegypti. “É o maior índice registrado desde 2013, após aquela grande epidemia que assolou a cidade”, conta o coordenador do Comitê Gestor, Carlos Bezerra.

Para se ter uma ideia, dos 36 bairros vistoriados durante Levantamento de Índice, 31 apresentaram índices considerados de alto risco, ou seja, passaram dos 4% de infestação. No total, os agentes visitaram 51.553 imóveis, dos quais pelo menos 6 mil tiveram registros de larvas do mosquito.