Convênio entre prefeitura e Santa Casa de Campo Mourão não será assinado
Quase quatro horas, isso mesmo, a audiência pública marcada para discutir o impasse entre a Santa Casa e a prefeitura de Campo Mourão, demorou mais do que esperado. E todo este tempo não foi suficiente para ambas as partes entrarem em acordo. De um lado, o presidente da Santa Casa, Elmo Linhares, do outro, defendendo o município, o coordenador geral, José Severino. Teve soco na mesa, no ar, ironia, provocações, cutucadas, alfinetadas, discussões, gritos. Tudo o que se pode esperar de uma ‘briga’, o que não era o objetivo da reunião. Pelo contrário, faltou discernimento, ética, compreensão… humildade.
Durante todo o tempo, o que todos no auditório esperavam era a resposta para a pergunta: O convênio vai ser assinado, ou não? Muita gente falou, apontou, ‘deu de dedo’, mas nada. Cada um com sua ‘torcida’. Cada um puxando a fina corda para seu lado. Se pelo menos se dessem conta que essa corda já está estourada há muito tempo, não haveria tanto desgaste.
Fato é que nenhum dos lados vai ceder. E essa não é minha opinião, e sim o que eles deixaram claro durante a audiência e comprovaram depois da mesma.
O coordenador geral afirmou que a prefeitura não vai mudar mais as cláusulas do convênio. ‘Nós já cedemos. Tiramos algumas coisas, mas a prefeitura quer entender como funciona a gestão da Santa Casa. Se até o final desta semana a Santa Casa não assinar o convênio da maneira como está, na próxima semana a prefeitura terá que tomar outras providências’, afirmou José Severino em entrevista ao Tásabendo após a audiência.
O que a prefeitura deixou claro e afirmou, é que está nas mãos da Santa Casa a batata quente. Já por sua vez, o presidente Elmo Linhares também afirmou em entrevista que não vai assinar o convênio da maneira como está. ‘Isso é birra da prefeitura. Se me mostrarem algum convênio de qualquer lugar do país onde existe este tipo de exigências, bobagens, eu assino, caso contrário a Santa Casa vai buscar, como tem feito, recursos de outras maneiras.’
Depois de ouvir ambas as partes durante quatro horas e conversar pessoalmente e receber essas duas posições, não fica difícil de prever o que o título deste artigo já afirma. Não, este convênio não será assinado.
Não é de se admirar que a audiência não resolveu para o lado positivo o impasse. Afinal de contas essa novela já se enrola há mais de seis meses. Nem mesmo os apelos dos que tentavam amenizar a situação foi capaz de amolecer o ‘coração’ da prefeitura e nem da Santa Casa. Basta esperar que, num futuro bem próximo, as coisas melhorem e a população menos favorecida pare de ‘pagar o pato’.
(Fernando Lorenzzo)