Cirurgias de urgência lideram o ranking de despesas na Saúde

Levantamento mostra ainda pagamentos de R$ 4 milhões em medicamentos, R$ 4 milhões em exames laboratoriais e R$ 3,7 milhões em exames de imagem – Foto: Divulgação

Em dois anos e meio o município de Campo Mourão pagou R$ 13,7 milhões em cirurgias de urgência, realizadas nos hospitais Santa Casa, Pronto Socorro e algumas em outras cidades. Balanço divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde indica que este procedimento lidera o ranking de investimentos no setor de janeiro de 2017 a junho de 2019.

O levantamento mostra ainda pagamentos de R$ 4 milhões em medicamentos, R$ 4 milhões em exames laboratoriais e R$ 3,7 milhões em exames de imagem, como raio x, ultrassonografia, ressonância, mamografia, tomografia e endoscopia. Já as consultas em especialidades custaram R$ 3,5 milhões. “Só no último mês de julho já foram realizadas uma média de 162 consultas por dia”, observa o secretário municipal de Saúde, Sérgio Henrique dos Santos.

Ele ressalta que os números são importantes para mostrar o trabalho e investimentos realizados no setor. “A gente sabe que as reclamações da população são constantes, afinal, é um serviço que as pessoas buscam quando estão fragilizadas, por isso têm pressa e temos muitas limitações. Mas quando você avalia os números observa que muita coisa é feita e muitas vezes passa despercebida”, comenta o secretário.

Nesse período de 30 meses, a Secretaria de Saúde pagou R$ 2,6 milhões somente em passagens para transporte de 22.184 pacientes em tratamento fora do município, a maioria em Curitiba. Outros R$ 2,1 milhões foram investidos no tratamento de pacientes que necessitaram de cirurgias eletivas, entre elas de catarata. “De agosto a dezembro do ano passado, Campo Mourão foi o segundo município do Estado que mais realizou cirurgias eletivas”, revelou o secretário.

Na próxima semana, dia 13, entrará em funcionamento o prédio da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), construído em parceria com o governo federal. A obra só foi liberada pelo Corpo de Bombeiros após a atual administração sanar 11 itens irregulares na estrutura do prédio. “Estamos fazendo as instalações dos equipamentos e limpeza geral para que tudo esteja funcionando bem na próxima semana”, ressalta o secretário.

Segundo ele, a UPA funcionará nos termos de uma unidade municipal de urgência e emergência 24 horas (média complexidade), autorizada pelo Ministério da Saúde para cidades com população até 100 mil habitantes. O custo mensal para manter a estrutura é estimado em R$ 1 milhão. Com a inauguração da UPA, as instalações da Unidade 24 Horas do Lar Paraná passará por reforma geral e a Unidade do Jardim Pio XII vai estender o atendimento até as 23 horas.