Candidíase vulvovaginal
A candidíase é uma infecção causada por um fungo chamado Candida Albicans, que pode ser encontrado na vagina de pacientes assintomáticas, e que cresce quando o meio torna-se favorável para o seu desenvolvimento. Ocorre mais comumente em locais em que o clima é quente, como é o caso do Brasil.
Alguns fatores de risco para a ocorrência da doença são: obesidade, imunossupressão (ocorre em doenças como o HIV, leucemia e lúpus), diabetes mellitus, gestação e uso recente de antibióticos, pois a baixa imunidade favorece a proliferação do germe causador da doença e o uso de antibióticos pode eliminar a flora vaginal normal (bactérias que normalmente protegem a vagina contra infecções), permitindo também a multiplicação do fungo. Além disso, hábitos inadequados de higiene e vestuário (diminuem a ventilação e aumentam a umidade e calor locais) também são fatores predisponentes. Geralmente não é transmitida sexualmente.
A paciente com candidíase geralmente apresenta coceira, ardência e inchaço locais, o que ocasiona um incômodo intenso, podendo ainda ocorrer escoriações e dor na relação sexual. O corrimento é branco e espesso, tipicamente descrito como tendo um aspecto de nata de leite, mas pode tornar-se avermelhado se houver sangramento pela inflamação que ocorre ou amarelado por outras infecções simultâneas.
O tratamento é simples. Normalmente a melhora ocorre em 2 a 3 dias após seu início. Utiliza-se comprimidos antifúngicos e/ou pomadas de uso intravaginal. As pacientes que apresentam recorrência do quadro, com 4 ou mais episódios em um ano, são classificadas como tendo doença complicada. Nesses casos deve-se investigar doenças que afetem a imunidade ou ainda, se o fungo causador é de outra espécie. Nesses casos, o tratamento deve ser mais prolongado, chegando a durar 6 meses.
Algumas medidas podem ajudar a prevenir a doença: lavar as mãos antes e depois de usar o vaso sanitário e antes de colocar absorventes internos, evitar banhos de banheira e duchas vaginais, não sentar-se no chão em praias e piscinas e não ficar com o biquíni e/ou maiô molhados, evitar o uso de roupas justas e de roupas íntimas de tecidos como renda e lycra.
Márcia Bonomo
Ginecologista e Obstetra
CRM-PR: 25597
Clínica Mulher
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