Campo Mourão tem primeiro caso de dengue confirmado em 2012
A Secretaria Municipal de Saúde (SESAU), da Prefeitura de Campo Mourão, confirmou, na manhã desta quarta-feira (25), o primeiro caso de dengue registrado no município em 2012. O anúncio ocorreu após a divulgação do resultado de exame feito pelo Laboratório Central do Paraná (LACEN). A vítima é uma senhora, moradora da região central da cidade, que foi contaminada com a doença durante recente viagem ao Estado do Mato Grosso do Sul. Segundo a SESAU, a mulher foi atendida, medicada e já está recuperada, não oferecendo mais risco de contágio para outras pessoas.
AÇÕES IMEDIATAS – O diretor-geral da Secretaria de Saúde, Márcio Alencar, responsável pelo Programa Municipal de Combate à Dengue, informa que tão logo o município tomou conhecimento do fato, imediatamente desencadeou as ações para conter o avanço da doença. “Fomos notificados na quinta-feira passada (19) e, no mesmo dia, já bloqueamos a área ao redor da residência da paciente, conforme preconiza o Programa Nacional de Controle da Dengue”, ressalta Alencar. Segundo ele, todos os imóveis da região foram vistoriados, num raio de 300 metros, e passaram por pulverização dirigida com inseticida para o combate ao mosquito Aedes aegypti. “O trabalho de bloqueio foi intenso, visando evitar novos contágios. E, diante das rápidas ações tomadas, não constatamos outras notificações, o que nos leva a crer que a doença não avançou na região”, garante Alencar.
MÉDIA INFESTAÇÃO NA ÁREA CENTRAL – A região central de Campo Mourão, conforme dados do primeiro Levantamento de Índice Rápido de Infestação da Dengue (LIRA), realizado neste início de ano pelo município, possui índice de infestação do mosquito de 1,09%, o que é considerado médio risco pelo Ministério da Saúde. A taxa média de infestação do mosquito, em toda a cidade, é de 1,5%. “A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é que o índice fique abaixo de 1%”, explica Alencar.
APOIO DA POPULAÇÃO – O município, segundo o diretor, tem procurado fazer a parte dele, buscando eliminar pontos públicos que possam colaborar para a proliferação do mosquito. “No entanto, o combate a dengue é uma questão social e cultural e, é claro, precisamos, também, do apoio de todos os mourãoenses, principalmente em ações como o correto descarte do lixo e manutenção dos quintais”, orienta.
CRIADOUROS EM LIXOS E RESÍDUOS SÓLIDOS – A preocupação de Alencar está baseada no fato de que a maior parte dos criadouros (51%), segundo o relatório do LIRA, está concentrada em lixos e resíduos sólidos. Vasos, calhas, ralos e outros recipientes próprios das residências, complementam os principais locais de concentração de focos do Aedes. Neste ano, segundo o diretor da SESAU, já foram registradas oito suspeitas da doença. Uma delas teve resultado positivo, quatro negativos e três suspeitas aguardam resultado de exame.
Para evitar a proliferação do mosquito
Evite água parada;
Feche as cisternas, caixas e reservatórios d’água;
Fure pneus e guarde-os em locais protegidos das chuvas;
Limpe calhas de telhados e marquises, evitando acúmulo de água;
Jogue desinfetante nos ralos;
Drene terrenos onde ocorra formação de poças;
Não acumule latas, pneus e garrafas;
Mantenha fossas sépticas em perfeito estado de conservação;
Não despeje lixo em valas, valetas, margens de córregos e riachos;
Mantenha secos subsolos e garagens;
Não cultive plantas aquáticas.