Calvície masculina acomete até 80% das pessoas

A calvície é uma condição que acomete a maior parte dos homens, sendo que até 80% deles apresentam a condição após os 70 anos. Entretanto, o quadro também é frequente em jovens após os 30 anos, sendo que até 25% apresentam algum grau de calvície.
A calvície é uma condição decorrente da alopecia androgenética, doença hereditária que pode ser herdada dos progenitores maternos ou paternos.
Na alopecia androgenética, que é muito mais comum em homens, mas também pode acometer mulheres, há uma queda de cabelo progressiva e crônica que resulta em áreas calvas no couro cabeludo. As alterações capilares decorrentes da alopecia androgenética são mais comuns após os 20 anos.
Apesar disso, é sim possível que jovens de 12 a 18 anos comecem a apresentar sinais de alteração da estética capilar, sendo que quando se manifesta nessa faixa etária é chamada de calvície precoce.
A calvície, independente da idade, é causada pela miniaturização dos fios em decorrência da ação do hormônio andrógeno di-hidrotestosterona (DHT), derivado da testosterona.
Em pessoas predispostas, o DHT ataca os folículos pilosos causando o comprometimento progressivo da estética do cabelo até que resulta na atrofia do bulbo capilar e não nascem novos fios.
A calvície precoce pode ser causada simplesmente pela tendência genética individual, de forma que não está diretamente relacionada a hábitos.
Apesar disso, é possível que pessoas com tendência à alopecia androgenética desenvolvam a condição precocemente em caso de desregulação hormonal no início da idade adulta e também devido ao uso indevido de hormônios andrógenos, como anabolizantes.
A queda de cabelo em homens jovens, entretanto, pode ser de outro tipo, como o eflúvio telógeno. O eflúvio telógeno consiste em uma queda de cabelo difusa decorrente de fatores como estresse, medicamentos, alterações hormonais, déficit nutricional, dermatite e outros.
Apesar disso, o eflúvio telógeno não é responsável pela calvície precoce, a menos que o paciente já tenha manifestações da alopecia e esse aspecto agrave o quadro.
Nas mulheres, a manifestação da alopecia androgenética é menos comum, mas pode atingir até 40% delas após a menopausa.
Como identificar os primeiros sinais de calvície?
Uma vez que as manifestações iniciais da calvície podem surgir entre 18 e 25 anos é importante que se tenha clareza quanto aos primeiros sinais para buscar auxílio médico especializado ao identificá-los.
A alopecia androgenética, geralmente, começa a se manifestar por meio de perda capilar na região das têmporas, formando as conhecidas “entradas” no cabelo.
Outro sinal que deve receber atenção é quando o couro cabeludo começa a ficar mais aparente, especialmente na região do redemoinho.
Na alopecia androgenética não ocorre uma perda capilar abrupta e sim a miniaturização (afinamento) progressiva da haste capilar até que o fio pare de nascer.
Geralmente são anos que separam os primeiros sinais de alopecia androgenética até um quadro avançado de calvície.
Outra característica da calvície é que a miniaturização e perda capilar concentram-se no topo da cabeça e não acometem os folículos pilosos das laterais e nuca. Devido a isso, o paciente fica com a chamada “coroa”.
Nas mulheres, a alopecia androgenética manifesta-se com a miniaturização dos fios de forma difusa, resultando na perda de volume capilar, mas sem apresentar extensas áreas calvas, como nos homens.
Como é o diagnóstico e tratamento da calvície?
Quando o paciente observa os primeiros sinais da calvície, ele pode buscar auxílio médico para diagnóstico que normalmente é feito a partir da avaliação clínica, histórico do paciente e, com menor frequência, exames.
A definição do tratamento para calvície está diretamente relacionada à gravidade do quadro.
Geralmente, quando a calvície é diagnosticada precocemente são indicadas terapias que permitem estabilizar e amenizar a perda capilar, especialmente com o uso de medicações.
Para quadros mais avançados de alopecia androgenética pode ser necessário associar medicação com outras abordagens terapêuticas ou mesmo recorrer ao transplante capilar para casos mais graves.
Por se tratar de uma condição progressiva e crônica, não há cura para a calvície, mas o diagnóstico precoce contribui diretamente no controle da manifestação.
A calvície masculina, portanto, acomete a maior parte dos homens em algum momento da vida, mas quando se manifesta precocemente pode ser administrada por meio de terapias recomendadas por um médico especialista.