Battilani quer punição para casos de negligência na Santa Casa

A ocorrência de pelo menos quatro atendimentos, pela Santa Casa de Campo Mourão, de gestantes com óbito fetal nos últimos dias – aliada à denúncia da ausência de médico no plantão na instituição – foram comunicados nesta semana ao vereador Edson Battilani (PPS). Em pelo menos dois dos casos, segundo consta, houve falha no atendimento do hospital. Com isso o vereador pede providências dos órgãos competentes com urgência. Battilani quer que sejam esclarecidas as causas do número de óbitos fetais, que considera elevado, e que sejam sanados os problemas no atendimento oferecido pelo Hospital Santa Casa, além da punição dos responsáveis.
Ele acentua que a situação é extremamente grave e exige medidas rápidas e enérgicas para que as mortes fetais sejam evitadas ou reduzidas. “Fica evidente a existência de falhas no atendimento às gestantes em toda a região, o que é inconcebível dada a existência de programas e estruturas voltadas exclusivamente ao atendimento delas”, explica.
O vereador, que há pouco mais de um mês propôs uma audiência pública para tratar do assunto, defende uma apuração minuciosa dos casos. “Não podemos permitir que descalabros assim ocorram em Campo Mourão. Como vereador estou fazendo a minha parte, mas espero providências também por parte da Secretaria da Saúde, da Regional de Saúde e do Ministério Público. Afinal, mais gestantes podem estar expostas ao mesmo risco”, reclama.
Santa Casa
As informações recebidas pelo vereador são de que ocorreram problemas no atendimento a duas mulheres gestantes no Hospital Santa Casa. Em um dos casos, atendido pela equipe de enfermagem, o médico que deveria estar de plantão não se encontrava no hospital e quando chamado para fazer o parto sequer atendeu ao telefone.
Também existe a informação de que o médico da Santa Casa teria solicitado a uma das gestantes em situação de óbito fetal para que fizesse ultrassom pelo SUS, em pleno sábado, fora do hospital. “Não sou médico, mas me parecer claro que a situação exigia rapidez e todos sabem que aos sábados não existe atendimento pelo o SUS fora dos hospitais. Será que a gestante não foi colocada em risco?”, questiona Battilani.