Audiência Pública discute atendimento emergencial de Campo Mourão
Sob o tema “A responsabilidade nos atendimentos em hospitais de emergência e prestação de socorro na região do município de Campo Mourão”, a audiência pública sediada pela Câmara Municipal e proposta pelo vereador Sidnei Jardim (PPS), reuniu na noite desta terça-feira (24) parte dos vereadores e autoridades do pronto atendimento da cidade. Na oportunidade, alguns agentes do setor trouxeram informações e números consideráveis do atendimento emergencial local e regional.
Na justificativa da proposição do encontro, Jardim acentuou o elevado número de acidentes, o crescimento do número de veículos e a ineficácia da sinalização de trânsito da cidade. Assim, concluiu que a audiência teria, amplamente discutidas, as possíveis providências para melhorar o atendimento emergencial de Campo Mourão.
O primeiro dos convidados a falar, Dr. Alain Barros Corrêia (coordenador de regulação médica do Samu), explicou que seu departamento encaminha os pacientes de acordo com a ocorrência. “Atendimentos ortopédicos (ocasionados por fraturas em acidentes de trânsito, por exemplo) são feitos pela Central Hospitalar; enquanto atendimentos de média e alta complexidade de outras urgências são feitos pela Santa Casa”, distingue.
Corrêia também lembrou que as unidades do Samu são dividas em Suporte Básico e UTI Móvel, sendo que a maioria dos atendimentos é executado pelo Suporte Básico. “De acordo com as informações que recebe, o médico regulador, que fica na nossa central em Umuarama, presume a gravidade dos casos e indica a unidade de atendimento e o hospital para o qual o cidadão será encaminhado”, esclarece. Ele também enfatizou que o Samu e o Corpo de Bombeiros têm boa parceria para dividir a demanda.
O comandante do Corpo de Bombeiros de Campo Mourão, Leandro Calegari, observou que até a década de 90, os atendimentos na região da Comcam eram feitos de forma inadequada. “As pessoas faziam o transporte de feridos em seus próprios carros. E isso continuou acontecendo quando os bombeiros começaram a atender, até que se criou a cultura de esperar pelo atendimento ideal. Depois veio o Samu, quando nós já estávamos com a capacidade extrapolada”, rememora.
Conforme salientou o médico, proprietário da Central Hospitalar, Dr. Francisco Fernandes Claudino, com o crescimento da cidade, a mesma relação de cooperação existe entre seu hospital e a Santa Casa de Misericórdia de Campo Mourão. “Esse atendimento exige muita prudência nossa para não errarmos. A gente tem hoje uma parceria com a Santa Casa, porque um hospital sozinho pode não dar conta do atendimento. O nosso hospital é o único da região em alta complexidade de ortopedia e a Santa Casa é uma retaguarda”, avaliou.
O presidente da Santa Casa de Campo Mourão, José Carlos Laurani, destacou que houve um entendimento maior sobre que atendimento cada paciente precisa. “O Dr. Claudino na ortopedia e a Santa Casa nas demais especialidades. E temos um grande suporte do Dr. Claudino. Quando estamos apurados ele nos ajuda tanto com leitos comuns quanto com Unidades de Tratamento Intensivo”, reconhece.
Ainda ressaltando a evolução do pronto atendimento de Campo Mourão, o secretário municipal de Saúde, Márcio Alencar, citou que a unidade do Samu veio em momento oportuno para Campo Mourão, “ajudando a salvar vidas o mais rápido possível”.
Para Alencar, as parcerias entre os agentes da assistência emergencial é resultado do debate regional sobre o tema. Ele afirmou que “hoje temos um serviço na Santa Casa e Central Hospitalar como nunca se viu em Campo Mourão”. O secretário enumerou em quase sete mil, os atendimentos emergenciais de Campo Mourão entre janeiro e setembro de 2015 e contou que a cidade teve inúmeros atendimentos aéreos.
Em seus pronunciamentos, os vereadores Edilson Martins (PSD), Isidoro Moraes (PP), Olivino Custódio (PR) e Toninho Machado (PR) enobreceram o papel dos profissionais que prestam assistência de urgência aos mourãoenses e à população da região.
Números/Samu
O Samu é uma instituição regional de socorros, responsável por 85 municípios e seus respectivos 1,1 milhão de cidadãos, com centrais em Umuarama, Campo Mourão, Cianorte e Paranavaí. Para tanto, conta com 24 ambulâncias, sendo quatro UTIs Móveis e 20 de Suporte Básico. Após receber um chamado, o Samu leva de 30 segundos a um minuto para a saída de uma equipe e de oito a 15 minutos para concluir o atendimento. Os telefonemas de urgência são gravados, possibilitando avaliação em caso de dúvidas ou problemas no atendimento.
Números/Bombeiros
O Corpo de Bombeiros, com suas duas ambulâncias, já atendeu este ano a mais de 2100 pessoas, sendo: mais de 1300 em Campo Mourão; quase 500 em Roncador e cerca de 300 em Ubiratã. Em Campo Mourão, os Bombeiros registram, apenas em 2015: 720 atendimentos a acidentes de trânsito, sendo 250 entre carros e motos; e mais de 300 atendimentos pré-hospitalares que compreendem os demais atendimentos.






