Alto risco de dengue: CM registra índice de infestação de 11,40%

A secretaria de Saúde vai intensificar os trabalhos dos agentes de endemias nos bairros mais ameaçados – Foto: Divulgação

O primeiro Levantamento de Índice (LIRA) de infestação do mosquito Aedes aegypti de 2019 realizado na semana passada pelos agentes de endemias da Secretaria Municipal de Saúde de Campo Mourão apresentou dados preocupantes.

O município inicia o ano com índice geral de 11,40 de infestação de larvas do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. “É o maior índice registrado desde 2013, após aquela grande epidemia que assolou a cidade”, conta o coordenador do Comitê Gestor, Carlos Bezerra.

No entanto, ele pede que a população não se apavore com os números, mas reaja com atitude, eliminando todo recipiente que acumula, água, seja no interior ou no quintal da casa.

“O lado positivo é que não registramos nenhum caso de dengue há dois anos e meio, mas não podemos baixar guarda. Nesse período do ano entendemos que o mosquito ganha da gente, em virtude das temperaturas bastantes elevadas, mas se cada um fizer a sua parte o risco diminui”, lembra ele.

A situação mais alarmante é na região do jardim Tropical II e Avelino Piacentini, que apresentou o maior índice de infestação: 26,32%, quando o índice preconizado pelo Ministério da Saúde é de 1%. Santa Nilce (Jardim Conrado e Aeroporto estão na casa dos 23%, Acima dos 20% aparecem ainda os bairros Novo Horizonte (Alcântara, Horizonte, Ione e Kennedy), Lar Paraná (Vila Cândida) e jardim Nossa Senhora Aparecida (Silvana).

Para se ter uma ideia, dos 36 bairros vistoriados, 31 apresentaram índices considerados de alto risco, ou seja, passaram dos 4% de infestação. No total, os agentes visitaram 51.553 imóveis, dos quais pelo menos 6 mil tiveram registros de larvas do mosquito.

Os principais criadouros são locais com acúmulo de lixo: plástico, vidro, metal, papelão, sucatas e reciclados. Piscinas, tambores, tanques, poços e lonas plásticas também estão servindo de potenciais criadouros na cidade, além de pneus, borracharias, calhas, lajes, caixas de gordura, caixas de água, entre outros. A secretaria de Saúde vai intensificar os trabalhos dos agentes de endemias nos bairros mais ameaçados pelo Aedes Aegypti.