Alimentos funcionais diminuem riscos de doenças

Lenise Jacoby* – Os alimentos são indispensáveis à vida humana, pois são responsáveis pelo fornecimento de nutrientes necessários ao desenvolvimento físico, intelectual e social do homem, onde a qualidade de vida está diretamente ligada à alimentação diária e estilo de vida do mesmo.

Os alimentos funcionais são alimentos que contenham propriedades que, além de contribuírem com as necessidades básicas do indivíduo afetam beneficamente uma ou mais funções do organismo, promovendo a saúde, bem-estar e?ou diminuição do risco de doenças, desde que, conciliados à uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis. Dentre eles pode-se citar alguns exemplos como a Isoflavona, presente na soja, considerada um fitoestrogênio que pode interagir com hormônios sexuais atuando sobre a qualidade de vida na pós-menopausa semelhante aos estrogênios conjugados, beneficiando também na redução de doenças coronarianas, retardamento da manifestação de arteriosclerose, redução do colesterol e da glicemia, proteção contra o câncer, melhoria da atividade hormonal e imunológica, relação benéfica com a osteoporose.

O consumo de fibras (solúveis e insolúveis) como alimento funcional, contribui satisfatoriamente com o funcionamento do aparelho digestório, beneficiando portadores de diabetes mellitos, doenças cardiovasculares, obesidade, doenças de cólon e constipação. Podem ser encontradas em cereais e grãos integrais, frutas, hortaliças, legumes, sucos e vitaminas naturais.

Também, os alimentos prebióticos (ingredientes adicionados naturalmente em alguns alimentos como a chicória, alcachofra, cebola, alho, banana, tomate, mel, alface, beterraba, maçã, açúcar mascavo, centeio, cevada e aveia) e os probióticos (leite fermentado ou não, e iogurte com lactobacilos vivos, sorvetes e queijos) tem um papel direto no sentido de propiciar o equilíbrio da microbiota intestinal resultando em um desempenho normal das funções fisiológicas do organismo humano, assegurando a melhoria da qualidade de vida do indivíduo e/ou tratando doenças infecciosas intestinais e atuando na imunidade e na diminuição do colesterol “ruim”.

Por sua vez, a Castanha-do-Pará tem se destacado por conter o mineral selênio em sua composição, que aliado a vitamina C e E constitui uma ação antioxidante eficiente auxiliando no sistema de defesa, prevenção de doenças cardiovasculares, câncer, arteriosclerose, artrite, cirrose, enfisema. Além de ser um alimento rico em nutrientes essenciais como lipídeos, proteínas e fibras insolúveis.

Outro alimento a ser citado é o amaranto, um grão conhecido por ser rico em proteínas, fibras e ser isento de glúten, sendo recomendado aos portadores de *doença celíaca. Entre seus benefícios temos a redução do colesterol plasmático, ação antioxidante, saúde da mucosa intestinal, proporciona também uma maior variação e adequação na dieta de doentes celíacos.

No entanto, deve-se destacar que a essencialidade e toxidade de um alimento depende da quantidade consumida e que diferentes alimentos possuem diferentes propriedades importantes para a saúde, portanto nenhum alimento deve ser consumido isoladamente a fim de prevenir e ou tratar doenças, mas sim consumir uma dieta alimentar equilibrada aliada a exercícios físicos. É preciso ressaltar a importância do profissional nutricionista a promover a conscientização da população para uma alimentação adequada e equilibrada nutricionalmente de forma a prevenir doenças crônico-degenerativas.

Dica: É necessário destacar que para ter uma vida de qualidade o ser humano deve alimentar-se de maneira variada, isto é comer alimentos diversos e adequados para o bom funcionamento do corpo, sempre lembrando de que as refeições devem ser feitas de três em três horas e seis vezes ao dia. O que vale é a qualidade e não a quantidade (excesso).

* Obs: A doença celíaca é uma condição crônica que afeta principalmente o intestino delgado. É uma intolerância permanente ao glúten, uma proteína encontrada no trigo, centeio, cevada, aveia e malte. Nos indivíduos afetados, a ingestão de glúten causa danos às pequenas protrusões, ou vilos, que revestem a parede do intestino delgado. Esta condição possui outros nomes, tais como espru celíaco e enteropatia glúten-sensível.

A doença celíaca é considerada uma desordem autoimune, na qual o organismo ataca a si mesmo.Os sintomas podem surgir em qualquer idade após o glúten ser introduzido na dieta.

Lenise Jacoby Silva CRN – 5155
Especialista em Nutrição Clínica Unoeste – SP

Lume – Centro Clínico
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Campo Mourão/P.R
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