ALERTA: Saúde diz que principais focos de mosquito da dengue estão em residências
A Secretaria de Saúde de Campo Mourão realizou um Levantamento de Índice Rápido (LIRA) na primeira semana de janeiro com o objetivo de identificar o índice de infestação do mosquito transmissor da dengue no município e constatou que 96% dos focos da doença estão em residências. O resultado apontou também que a cidade está com 2,4% de infestação, considerado índice de médio risco para a ocorrência de epidemia e que a região do Aeroporto é a mais infestada.
Segundo o supervisor técnico de endemias, Carlos Bezerra, a cidade ficou 140 dias sem a circulação da dengue até que em dezembro foram registrados dois casos de dengue. Outros dois casos suspeitos estão em análise. Ele explica que apenas 4% dos focos de mosquito foram encontrados em comércios, terrenos baldios e outros locais, então o principal local de reprodução do mosquito são as residências. “Com o aumento do calor, da umidade e das chuvas de verão, o mosquito da dengue se alastra de forma muito rápida e cada pessoa precisa apenas de 10 minutos do dia pra fazer uma limpeza e evitar o mosquito”, alerta Bezerra.
Os focos da dengue foram encontrados principalmente em lixo (52%) e em tambores, piscinas, tanques, poços e lonas (15%). Em 13% das situações os focos estavam em vasos, pratos de plantas e bebedouro de animais e em 9% em caixas da água. O LIRA aponta também que as regiões do Jardim Novo Horizonte, região do Parque do Lago, do Jardim Silvana, da Vila Cândida e do Jardim Indianópolis são as mais preocupantes, pois registraram mais focos do mosquito no levantamento. Moradores das regiões como o Tropical, Paulista, Albuquerque, Cohapar, Urupês, Cidade Nova e Centro da cidade devem ficar atentos também, pois houve ocorrência de médio risco de infestação nestes locais.
O diretor da Secretaria da Saúde, Marcio Alencar, comenta que as chuvas têm dificultado o trabalho dos agentes de endemias, mas isto não é o motivo para o grande número de criadouros de mosquito em residências. “Estamos tomando todas as medidas possíveis para o combate, com ações técnicas, práticas e administrativas, mas precisamos de mais participação da população”, destacou o diretor.