Agentes de saúde da Comcam recebem capacitação

Um caso de sarampo já foi confirmado no Paraná e epidemia da febre amarela atinge região metropolitana de Curitiba – Foto: Clodoaldo Bonete/Tasabendo.com

Profissionais da Vigilância Epidemiológica e da Atenção Primária da Saúde dos 25 municípios da Comcam estiveram reunidos nesta sexta-feira, na 11ª Regional de Saúde de Campo Mourão para um evento de capacitação. Em pauta, informações sobre as atribuições da vigilância epidemiológica, com foco nas doenças que mais preocupam no momento, como sarampo, febre amarela, meningite, dengue, zika vírus, chikungunya e influenza.

Segundo Evandra Cristina Pereira, chefe da Seção de Vigilância Epidemiológica da 11ª Regional de Saúde de Campo Mourão, um caso de sarampo foi confirmado no Paraná. “Após isso, estamos repassando aos profissionais a questão do fluxo e dos encaminhamentos, caso a gente venha a ter casos da doença”, afirma ela.

Também foi explanada a questão da vacinação, como a forma mais eficaz de prevenção da questão do sarampo e febre amarela. Os participantes receberam informações também sobre as formas de se fazer as notificações.

“Aproveitamos o momento para fazer um apelo à população para que procure as unidades de saúde para verificar se os cartões de vacina estão em dia. Nosso foco na verdade está sendo nas doenças de sarampo e febre amarela”, reforça Evandra.

Informações sobre a situação epidemiológica (quantidade de casos confirmados e notificados das doenças) na região também foram apresentadas aos profissionais de saúde, além das medidas de controle que precisam ser executadas pelos municípios.

Evandra explica que a capacitação é importante para que os agentes de saúde estejam preparados para fazer as notificações e investigações caso a região venha a ter caso destas doenças. No entanto, até o momento, a região não tem notificações ou casos confirmados de sarampo ou febre amarela. “No caso do sarampo é preciso estar sempre em alerta, por ser uma doença de rápido poder de disseminação.”

Quanto a febre amarela, a preocupação aumentou por conta da epidemia da doença detectada na região metropolitana de Curitiba e litoral do Paraná. Há previsão de que o vírus chegue à região da Comcam até o fim do ano.