Ações contra a Dengue prosseguem em Campo Mourão

As ações contra a dengue seguem efetivas em Campo Mourão, por parte dos Agentes de Endemias da Secretaria de Saúde. Das 30 localidades catalogadas no perímetro urbano, já foram realizados tratamento (administração de larvicida e eliminação de focos), em 22 localidades, restando apenas 8 localidades para conclusão do trabalho. Atualmente, 3 localidades passam por tratamento, incluindo as regiões do Jardim Capricórnio, Parque São João, Jardim Zoraide, parte da área Central , Jardim Nossa Senhora Aparecida e Jardim Silvana.
Tratamento e Eliminação de Focos- Na sequência serão realizados tratamentos nas demais localidades incluindo o Conjunto Mário Figueiredo (Jardim Batel), Jardim Izabel (Kimberlym), Jardim Araucária (Botânico), Cidade Alta e Jardim Flora (Jardins Flora 1 e 2 e Jardim Shangri-lá).

Na área rural ou peri-urbana (próximo ao período urbano), existem 7 sub-localidades de combate a vetores. Na Vila Guarujá, já houve tratamento e eliminação de focos, na oportunidade verificou-se a presença de índice de infestação predial de 1,98 %, que corresponde a presença focos do Aedes aegypti em 2 imóveis de cada 100 visitados.

“Em seis outras áreas, com estas características (rural ou Peri-urbana), este tratamento ainda será realizado, incluindo o Distrito de Piquirivaí, Parque Industrial II, Vila Carolo, Vila Rural, Usina Mourão e Alto Alegre”, destacou Carlos Alberto de Andrade Bezerra, Coordenador Geral de Combate a Endemias da Secretaria da Saúde do Município. Após o tratamento nestas localidades e sub-localidades, serão realizados novos levantamentos de índices que nortearão as ações de combate à dengue na sequencia.

De acordo com o coordenador, os índices de infestação predial que nortearam as ações até o momento são aqueles realizados e divulgados na segunda quinzena do mês de março passado. “Na época o Jardim Paulino, que inclui o Jardim Europa e o Parque Industrial I, foi registrado o maior índice pelo LIRAa (levantamento de índice rápido para Aedes aegypti), que era 8,47%, que correspondia a presença focos do Aedes aegypti em 8 imóveis de cada 100 visitados”, destacou Carlos, que deixou claro que no próximo levantamento, os índices de infestação devem ficar bem abaixo dos verificados em março passado, levando em consideração o envolvimento de grande parte da população no combate a dengue.

Identificação- Frizou que todos os trabalhos nas visitas as residências são realizadados pelos agentes de endemias ligados ao município, sempre munidos de uniformes, materiais e crachás que os identificam. “Geralmente as pessoas tem recebido os agentes de uma maneira cordial, como se deve proceder, porém, durante esta semana, tivemos um caso em que a pessoa não permitiu e dificultou a visita dos agentes, inclusive os desacatando no exercício de sua função, sendo necessária a presença de policiais militares. Quando foi permitida a visita no terreno, acabou-se localizando foco do mosquito, e por este fato e a falta de limpeza do terreno, e também pela não obediência as notificações anteriores, incluindo o destrato aos agentes, acabou sendo lavrada uma multa no valor de R$ 549,00”, ressaltou o coordenador de endemias.

Números atuais- Até o momento, desde o início deste ano, já foram notificados 6.374 casos, sendo que após o exame laboratorial e ou diagnóstico clínico nas pessoas com sintomas, registraram-se 2.129 casos positivos e 1016 casos negativos. No momento de pico da epidemia, chegaram a ser registrados 180 casos diários, porém, neste momento, o número de casos notificados oscila entre 5 a 15 casos por dia.
“Desta forma pedimos à população que continue agindo no combate a dengue, cuidando dos seus imóveis, eliminando criadouros e locais onde há água parada, pois mesmo no inverno, com frio e seca, existe a possibilidade do desenvolvimento do mosquito. Saliento que os ovos depositados pelo mosquito – podem ficar viáveis no ambiente por até 400 dias”, conclui Carlos Bezerra.