A importância da atividade física para portadores de diabetes tipo II
A incidência da diabetes tem subido de forma significativa nos últimos 50 anos, sendo esse um problema que ocorre devido à falta total ou parcial da produção de insulina pelo pâncreas, o que afeta a “queima” da glicose que se encontra no sangue.
A diabetes tipo II, o assunto em questão, ocorre já na idade adulta por volta dos 40 anos, o pâncreas produz insulina, mas não na quantidade suficiente para que a glicose possa ser capturada pela célula e transformada em energia, ou seja, ela não consegue cumprir sua função dentro do organismo.
O tratamento inicial da diabetes de tipo 2 é feito através de exercício físico e alterações na dieta. Se estas medidas não diminuírem o nível de glicose no sangue, pode ser necessário recorrer à administração de medicamentos, como a metformina ou a insulina.
É importante que o diabético faça uma dieta orientada por um nutricionista que permita perder peso, pois uma dieta de baixo índice glicêmico revela melhoras no controle do nível de glicose no sangue.
A atividade física se mostra como uma grande aliada, pois os estímulos criados ajudam o metabolismo no consumo da glicose existente no sangue, fazendo com que o organismo aumente a ação da insulina, aumente a captação de glicose pelo músculo durante e após a atividade, diminuindo a taxa de glicose no sangue e aumentando a sensibilidade da célula com relação à insulina.
A prática de exercícios físicos proporciona inúmeros benefícios para qualquer ser humano, visando qualidade de vida e bem estar da população em geral. Particularmente no Diabetes Mellitus tipo II, os exercícios possuem qualidades marcantes tanto na prevenção quanto no tratamento (CANCELLIÉRI, 1999).
Segundo DINIZ (2001), tão importante quanto à conscientização do próprio diabético é ‘a conscientização dos profissionais da área de saúde acerca da realidade da diabetes como um problema de saúde individual e coletiva. Daí a necessidade da educação para o autocuidado. […]”.
Colberg (2003) afirma que geralmente tem sido recomendado as realizações de exercícios aeróbicos, devido ao alto gasto calórico realizado, pois o sistema aeróbico fornece uma capacidade energética à longo prazo, proporcionando a energia necessária para caminhar, pedalar ou nadar.
De acordo com Ciolacet al (2004), estudos epidemiológicos e de intervenção demonstram claramente que a prática regular de atividade física é eficaz para a prevenção e controle da diabete do tipo 2.
Silva e Lima (2002) salientam a importância dos exercícios físicos executados com uma intensidade de leve a moderada (50% a 80% da Freqüência cardíaca máxima, progressivamente), como exercícios aeróbicos (caminhada, corrida, bicicleta) e exercícios com peso que desenvolvem a resistência muscular localizada (entre 30% e 50% de carga), com uma duração de mais ou menos 60 minutos, de maneira regular.
Desde 1922 vários autores verificaram a interação da insulina com a atividade física e os benefícios no tratamento da diabete. A partir de então a combinação entre dieta, medicamentos, e exercícios, formam o princípio do tratamento desta doença (SILVEIRA NETO; 2000).
A caminhada é um das atividades mais indicadas, pois é de fácil acesso, baixo custo e pode ser realizado em grupo, o que motiva os participantes a manter uma frequência de atividades.
As atividades devem ser sempre orientadas pelo profissional de Educação Física, o qual deve ter conhecimento sobre quais são os exercícios físicos que os diabéticos podem executar sem correr o risco de uma hipoglicemia.
Infelizmente a preocupação com a saúde preventiva ainda é exceção, e grande parte da população só volta sua atenção para os cuidados com a saúde quando ela já esta debilitada e interferindo em seu cotidiano.
Sendo assim conclui-se que a atividade física bem orientada, aliada ao acompanhamento nutricional, pode combater diretamente a diabetes tipo II ao passo do individuo não precisar fazer uso de medicamentos.
Autor: Dimas dePaula Lima
Educador Físico
Cref: 014302-G/PR
Titulação: Especialista