Covid-19: com apoio da PM, prefeitura promete aumentar fiscalização

Em uma live divulgada ontem à noite, o prefeito em exercício de Campo Mourão, Beto Voidelo disse que a fiscalização será intensificada na cidade para que as medidas preventivas contra o novo coronavírus voltem a ser respeitadas pela população.  Ele disse que a Polícia Militar vai dar apoio aos fiscais.

O próprio Voidelo admitiu que após um período de queda nos casos da covid-19 houve um relaxamento de todos. “Houve um relaxamento, perdemos um pouco do medo de uma doença que não dá trégua.  Com isso os números aumentaram não só em Campo Mourão, mas na região e em todo o Paraná”, lamentou.

Além do prefeito em exercício, participaram da live o secretário de Saúde, Sérgio Henrique dos Santos e a superintendente do hospital Santa Casa, Lucinéia Scheffer. A preocupação aumentou no fim de semana, quando  o hospital teve 100% dos leitos de UTI ocupados por pacientes com a covid-19.

O secretário disse que a grande preocupação no momento é com a falta de leito hospitalar.  “Essa sempre foi a grande preocupação para que não chegássemos a esse ponto, mas infelizmente houve um afrouxamento quanto as medidas de prevenção e os casos voltaram a aumentar. Da parte do comércio temos acompanhado a preocupação com o uso do álcool gel e o uso de máscara, porém em alguns estabelecimentos do ramo alimentício, houve relaxamento, assim como nas vias públicas com aglomeração de pessoas fazendo uso de bebida alcoólica. A fiscalização vai ser intensificada nesse sentido, com apoio da Polícia Militar e com notificação e multa”, disse o secretário.

Sobre bares e lanchonetes, Santos reforça que as pessoas deverão permanecer com as máscaras e com distanciamento entre as mesas. “A máscara só pode ser tirada enquanto a pessoa está sentada. No momento em que se levanta e passa a circular tem que usar a máscara”, adverte.

Tanto o secretário quando o prefeito em exercício, disseram que a prefeitura não tem interesse nenhum no fechamento do comércio, porém reforçaram que para isso é preciso que todos colaborem. “De maneira nenhuma queremos o fechamento do comércio, mas para isso precisamos da cooperação de todos”, alertou Voidelo.

Sobre a falta de leitos de UTI, a superintendente da Santa Casa explicou que a reabilitação depende de funcionários. No período em que os números da doença permaneceram em baixa na cidade, o governo do estado desabilitou alguns leitos e as equipes foram desfeitas.

“Uma situação natural, pois como os leitos são pagos pelo governo e a maioria não estavam mais sendo usados, houve a desabilitação, com a proposta de ser habilitados novamente caso houvesse a necessidade. No entanto, nesse período os médicos principalmente voltaram a atuar em suas clinicas e por isso hoje não temos essas equipes para retomar o serviço com as UTIs, que depende de toda uma estrutura”, informou Lucinéia.

A cada dez leitos, são necessários uma equipe de médicos, enfermeiros e zeladores. “É difícil compor uma equipe assim a curto prazo”

No entanto, Lucineia disse que todos os esforços estão sendo feitos pelo hospital para que o problema seja resolvido. O secretário de Saúde também reforçou que o próprio município está disposto a habilitar essas UTIs até que o governo reconheça essa necessidade. “Precisamos dessa retaguarda para evitar que nossos munícipes sejam transferidos para outros centros.