16 anos é pouco…

Parece coerente para muitos no Brasil que menores com 16 anos sejam responsabilizados pelos “crimes” que hoje somos obrigados a chamar de infrações. Mas as aspas que – na frase anterior – evitam o erro de chamar menores de criminosos, não devolvem as vidas tiradas pelos jovens que são “penalmente inimputáveis” nas palavras do artigo 104 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

E um dos argumentos mais comuns da proposta de redução da maioridade penal de 18 para 16 anos de idade é que se alguém com 16 anos tem consciência para votar, também pode cumprir pena por homicídio, roubo, tráfico de drogas e atos de mesma gravidade.

Ocorre que no país em que menores votam com a mesma disposição com que matam, adultos elegem mensaleiros, dirigentes que não priorizam a educação, políticos que não se submeteriam à rede pública de saúde, enfim, gente que não promove a igualdade do povo. Afinal, se com mais de 500 anos o Brasil não sabe votar, um adolescente com 16 anos está mesmo apto para isso?

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