“Vivência e maturidade”, por Meri Pedroso, na coluna “Por escrito”

Quando paramos para enxergar a vida de forma clara e objetiva, percebemos que o tempo está passando rapidamente. A correria do dia a dia, o estresse do trabalho, o cansaço, fazem com que nos tornemos reféns de nós mesmos. Muitas vezes sobrevivemos, mas deixamos de viver. Viver vai além de correr contra o tempo. Viver é estar à favor dele, poder olhar para o mundo lá fora com um olhar diferente, apreciar cada instante vivido, como se aprecia um bom vinho ou como se degusta uma iguaria.
Com o passar dos anos, adquirimos maturidade. Mas, com ela vem uma sobrecarga de responsabilidades. Chega um momento na vida que temos a percepção de que precisamos mudar, buscar algo maior que nos transcenda à realidade atual. Neste período, às vezes, somos considerados impacientes, porque queremos tudo pro “agora”. Quando somos jovens, vemos uma longa jornada pela frente, e pensamos “quem sabe um dia?”. Quando mais maduros, um dia a mais é um dia a menos, adquirimos experiências, mas envelhecemos, se bem que, idade é um estado de espírito. Há jovens velhos, e velhos joviais, depende de como aceitar este processo.
Mas, a realidade é que, o hoje passa a ser mais importante. Vou viver hoje, quero realizar hoje, vou ser feliz hoje. À princípio, temos que buscar a paz de espírito, para termos um equilíbrio emocional. A felicidade não é um simples propósito. Ela não é plena, mas sim, fragmentada em momentos felizes. Muitas vezes ela está disfarçada nos pequenos gestos vivenciados no cotidiano, que acabam se passando despercebidos.
Não importa o tempo que leve para conseguir seus objetivos. Viva cada dia, sinta cada momento, não deixe que a ansiedade seja maior que a sua paciência. A vivência traz experiências, sabedoria e uma visão plena de realização. Projete seus objetivos, mas não se prenda à eles. Confie em Deus! No tempo certo, na hora certa, tudo se acerta. A vida é feita de momentos. Então, aproveite cada um deles.
Como disse Fernando Pessoa ” Tudo vale à pena se a alma não é pequena!”
Escrito por: Meri Terezinha Carollo Pedroso, mourãoense, graduada e especialista em educação matemática. Professora da rede pública de ensino.
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