“Utopia” por Leandro de Oliveira Santana, na coluna “Por escrito”

Eu que estou sem braços.
Você que esta sem pernas.
Veja só.
Estamos sem cabeças.
Abra os olhos que não tem,
E veja,
Mais além do que pode ver.
Sinta além do que pode sentir,
É sua condição natural,
Que foi retirada de você.
Você pode mais,
Pode sonhar mais.
Pode realizar seus sonhos,
Eu não acredito nas verdades dos discursos.
Não acredito no que escuto.
Não compro felicidades.
Nem mesmo as parcelo no cartão.
Não vendo simpatias.
Não sou tão prostituta assim.
Mas me vendo pelo que acredito.
E eu não acredito em você.
Que é saudável.
Que é elegante.
Tão belo,
Tão tolo.
Que sabe o que fazer.
E sempre tem uma resposta.
Que leva um gabarito da vida no bolso.
Que se faz em ritos e cultos.
Eu não acredito em você,
Que está sobre mim.
Pisando em minha cabeça.
Me empurrando seus remédios,
De suas dores e aflições.
De suas angustias.
Eu sou um marginal.
Sou um rebelde.
Me condenas por isso?
E quem o condenaria meu caro,
Por assim ter me condenado?
Sou Leandro de Oliveira Santana, tenho 20 anos. Sou estudante de psicologia, adoro escrever poesias e temas diversos. Sou amante da arte e da música.
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