“Se podemos ser felizes como realmente somos, por que deveríamos seguir os padrões de beleza”, por Karen Soffa, na coluna “Por escrito”
Diariamente a mídia nos mostra um novo padrão de beleza, mulheres magras com os cabelos volumosos e tingidos, homens com a famosa barriga “tanquinho”. Muitas pessoas de baixa autoestima, ou que estão acima do peso, buscam cada vez mais se enquadrar nesse padrão midiático, e na maioria das vezes acabam frustradas, chegando até mesmo a desenvolver um quadro de depressão.
Mas será que realmente necessitamos estar dentro desses padrões ou podemos ser felizes do jeito que somos? Por que a sociedade quer tanto impor esses padrões? Aonde isso vai nos levar?
Obviamente que não necessitamos de maneira alguma seguir exageradamente esses padrões; há pessoas que realmente são felizes do jeito que são, sem “tirar nem por” em seu corpo. É por que no fim das contas, tudo não passa de uma questão de ser aceito ou não pela sociedade, que com um tom de sarcasmo, debocha e humilha os indivíduos com um padrão avantajado ou considerado “inadequado” para o conceito de beleza estabelecido.
Quanto ao tema, cabe citar o ilustríssimo escritor brasileiro Augusto Cury -“mulheres e homens precisavam ter a convicção de que não existe beleza perfeita. Toda beleza é imperfeitamente bela. Jamais deveria haver um padrão, pois toda beleza é exclusivamente como um quadro de pintura, uma obra de arte”.
A sociedade necessita ser um pouco mais flexível, ao ditar o que é belo e o que não é. É importantíssimo que o ser humano aceite-se do jeito que é procurando deixar em evidência suas qualidades gerais, não especificamente as qualidades físicas, que são passageiras.
Enfim, vendo a questão por outro ponto de vista, o ser humano deixará de focar apenas no corpo, no externo, no passageiro e focará na sua beleza como um todo, abrindo assim sua mente e se desligando de padrões impostos.
Karen Soffa, tem 17 anos e é estudante de Design de Interiores.
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