“Quanta disparidade”, por Fátima S. Ferreira, na coluna “Por escrito”

São tantas dificuldades carregadas de hipérboles e pleonasmos. Do outro lado, eufemismos exagerados. Há crises do pânico implícitas e sorrisos para fotos escancarados. Tantas ações diurnas filmadas e solidão na madrugada. Múltiplas overdoses de tudo e excessos do nada. São muitas somas e poucas divisões. São muitas subtrações, contrastando-se com multiplicações não supervisionadas. São os poucos com tanto e os muitos com nada.
Há tantos, que acham defeitos em tudo. E outros tantos, que não encontram sequer ‘o fio da meada’, não acham o ‘xis da questão’ e não veem a utilidade da ‘Fórmula de Bhaskara’. A esses, onde está a ‘liberdade de expressão’? Só restam falar em seus dialetos, trocar palavra por outra do mesmo significado. Mas não podem ‘rasgar o verbo’ nos momentos que se sentem sufocados.
19/07/16
Maria de Fátima Saraiva Ferreira. Nascida em Umuarama – PR, reside em Campo Mourão desde 1993. Concluiu Licenciatura em Geografia no ano de 2008 pela UNESPAR / FECILCAM – Campo Mourão – PR. É membro da Associação Mourãoense de Escritores (AME).
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