Por escrito: “Uma questão de simplicidade”, por professor Pedro Paulo

Pedro Paulo Rodrigues 2

Não faça questão de gostar do que você não gosta apenas porque alguém gosta. Na verdade, nem goste do que você não gosta. É sentimento jogado fora. Goste do que, ou, de quem você gosta e faça questão de gostar disso e assim você se faz bem e quando nos fazemos bem somos um bem para nós, para os outros e para o mundo.

De igual modo, não faça questão de querer o que você não quer, apenas porque todos querem e acham que você também tem que querer. É vontade jogada fora já. Queira e faça questão de querer o que você quer ou quem você quer, nem que ninguém queira e assim você se faz bem e quando nos fazemos bem somos um bem para nós, para os outros e para o mundo.

Também não faça questão de falar o que você não quer falar, apenas porque todos falam o que todos querem ouvir. É tempo jogado fora já que o falar envolve pensamentos e ideias processadas e essas coisas demandam tempo. Faça questão de falar o que você quer falar nem que seja o que ninguém quer ouvir e o que ninguém fala e assim você se faz bem e quando nos fazemos bem somos um bem para nós, para os outros e para o mundo.

Não faça questão de fazer o que você não quer fazer apenas porque todos fazem, é trabalho jogado fora, é energia jogada fora, é cansaço acumulado, sofrimento mecânico. Faça questão de fazer o que você quer fazer. Você vai perceber que, por mais que você faça o que te faz bem, você não cansará e assim você se faz bem e quando nos fazemos bem somos um bem para nós, para os outros e para o mundo.

Por fim, não faça questão de crer no que você não acredita só porque a maioria acredita. É paz jogada fora. Porque continuar acreditando na chegada de quem nunca chegou? Na ligação de quem nunca te ligou? No compromisso dos descompromissados? Faça questão de crer naquilo em que você, realmente, acredita, pois se no fim de tudo, você estiver errado, você ainda estará correto, já que não existe fé errada e assim você se faz bem e quando nos fazemos bem somos um bem para nós, para os outros e para o mundo.

É isso. Como diz o ditado, se há algo simples na nossa existência é a nossa existência, nós e que a complicamos com o desnecessário acreditando no que não cremos, fazendo o que não queremos, falando o que não pensamos, querendo o que nos pesa e aprisiona e gostando do que não suportamos e assim passamos a vida nos fazendo mal e quando nos fazemos mal somos um mal para nós, para os outros e para o mundo.

Pedro Paulo Rodrigues Cardoso de Melo
Psicólogo Clínico e Empresarial; Psicanalista; Psicopedagogo; Professor de Graduação e Pós-Graduação; Coordenador de Psicologia da UNICAMPO; Palestrante e Conferencista.