Por escrito: “Quem somos nós”, por Carlos Eduardo Kadu
Quem somos nós?
E isso me faz pensar o quanto é natural que muita gente tenha coragem para coisas atrozes como se fossem à padaria comprar o que é de costume. Não posso pensar que se trate de uma maldade que não seja cega o suficiente para perceber que a dor nos seja tão comum quanto o direito de viver.
E os sentimentos que as pessoas têm umas pelas outras demonstram que os apegos e implicâncias são manifestações que partem de um lugar desconhecido. Por que essa pessoa que está ao seu lado é mais certa para você que o resto do mundo? Por que o seu inimigo é alguém tão especial que mereça o seu desprezo?
Por algum motivo as pessoas que nos rodeiam ficam na nossa memória, ocupando lugares de honra e repúdio.
Onde acionamos nossas mentes para sermos melhores uma vez que sempre achamos que podemos melhorar? O fato é que encaramos nossos defeitos como se não fossem as nossas loucuras. Pois é na eminência deles que somos tão parecidos e nas suas características que divergimos tanto. E lembrar-me de você deve ser mesmo loucura.
