Por escrito: “O caminho de Peabiru”, por Amani Spachinski
O CAMINHO DE PEABIRU
Tenho nas veias um pouco do sangue índio
A emoção aflora na pele e no peito
A ouvir contarem os grandes feitos
De meus valorosos e brilhantes ancestrais.
Corre o rubro sangue do negro escravizado
Neste corpo sul americano de cor amorenada
E quando é necessário voltar ao passado
A saudade em doído banzo é transformada.
No coração brasileiro lateja a vibração latina
Que faz o Planeta ser motivado a viver
Sua dança ingênua de alma sempre menina
Jamais deixará nossa esperança morrer.
Dos símbolos mais fortes da neocultura
Entre os existentes no Estado do Paraná
Foi encontrado na internacional literatura
Um que sua história certamente mudará.
O caminho de Peabiru ainda está vivo
Forrado com os sonhos de almas nobres
E todos os segredos que a terra cobre
Permanecem até hoje latentes e altivos.
Ao sentar-me só em uma pedra solitária
Ainda ouço claro vibrantes aquelas vozes
De índios de escravos e de seus algozes
Numa infinda procissão passiva e solidária.
Mirando o horizonte com olhos imaginários
Vejo um tapete verde serpenteando a terra
Descendo as montanhas subindo as serras
Sobre o qual pisam firmes os pés lendários.
Esse mistério existente nestes planaltos sulinos
Agora transformado em significativas benesses
Dignas do ser humano que em dor não fenece
Ao peregrinar em graça e fé, meditação e hinos.
Nosso caminho é sagrado na poesia dos arrebóis
Guadalupe Sant’Ana ou São Tomé não importa
Porque será da mesma forma uma grande porta
Semelhante a Compostela da Pátria dos espanhóis.
Amani Spachinski de Oliveira
Filósofo, Teólogo, Imortal da AML,
Poeta, Escritor, Contista, Articulista,
Membro da AME e Presidente da AMF.
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