Por escrito: “O andar de bicicleta”, por Rafael Carvalho de Araújo

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Algo que acho bastante interessante de se fazer é andar de bicicleta. Uma armação de metal com duas rodas alinhadas, guidão para direcionar, pedais e corrente para fazê-la movimentar. Parece tão simples, mas é capaz de nos dar uma maior velocidade para percorrer maiores distâncias, fazer exercícios físicos e até praticar esportes. O único empecilho é que é necessário ter equilíbrio.

Sem equilíbrio você cai, no entanto, quando ela está andando é preciso menos equilíbrio, veja uma criança. É muito comum ver em filmes, e na vida real também, a criança aprender a andar de bicicleta. Primeiro ela o faz com o uso de rodinhas que não a deixa tombar. Quando são tiradas, normalmente, ela não consegue se manter de pé e se vê algum adulto segurando-a enquanto ela dá as primeiras pedaladas, e o adulto a acompanha, até um ponto em que ele solta e a criança mantém a bicicleta em pé. Aí o problema passa a aprender a frear.

Nossa vida não é muito diferente, não podemos parar, se isso acontecer, caímos. O inicio é auxiliado por adultos, mas precisamos pedalar com nossas próprias forças. Se não pedalarmos, não nos esforçarmos, não vamos tão longe.

Quem quer ir longe com sua bicicleta tem que pedalar muito, quem quer ir longe na vida tem que se esforçar muito. Quem sabe no futuro, longe do inicio, seja possível fazer uma parada, programada, à sombra de uma árvore e descansar um pouco? Sendo esperada essa parada, pode-se colocar o pé no chão antes de levar o tombo.

Rafael Carvalho de Araújo

Rafael Carvalho de Araujo, natural de Ribeirão Preto/SP, mora em Campo Mourão desde 2012, onde trabalha como físico médico especialista em Radioterapia no Serviço de Oncologia do Hospital Santa Casa de Campo Mourão. Responsável pela coluna “Questão de Opinião” do blog PapoClasseA (www.papoclassea.blogspot.com.br).

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