Por escrito: “Foi assim…”, por Célio Roberto da Silva

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Foi assim…

“Amar é quando não dá mais pra disfarçar”, era a musica que escutava com os fones de ouvidos conectados ao meu celular enquanto nosso carro se dirigia ao salão de festas em que se comemoraria o aniversário de meu primo. “Foi assim como ver o mar a primeira vez que meus olhos se viram no seu olhar”, começava assim a outra canção da play list, “ Bom, estou ficando velho, ainda não conheci o amor, mas não é culpa minha, é este mundo que está destruindo o romantismo, inundando os corações de superficialidade e egocentrismo” pensava eu na tentativa de justificar meu insucesso amoroso.

O carro estacionou nas proximidades do local, descemos e fomos caminhando despreocupadamente, meus pensamentos voando longe, quando de repente, uma voz quebra meu silêncio meditativo: “Primo, quanto tempo!!! Vem aqui, quero te apresentar uma pessoa, uma amiga minha”. Ao levantar os olhos, uma visão celestial, um ser arrebatador, talvez de outra dimensão estava em pé diante de mim. Diante de tal situação meu corpo paralisou, e a garganta secou de tal modo que parece que as palavras morreram de sede… “Primo? O que foi? Você tá bem?”… “Amar é quando não dá mais pra disfarçar”… Uma confusão de emoções tomou conta de mim, que experiência estranha, parecido com a primeira vez em que vi o mar, aquela imensidão de azul diante de mim, a brisa suave, a areia massageando meus pés, a sensação de estar em harmonia com o universo. “Foi assim, como ver o mar…”.

Célio Roberto da Silva

Celio Roberto da Silva tem 28 anos, mora em Terra Boa, tem curso de Teologia pelo Ibadep e é graduando em Historia pela Unespar, Campus de Campo Mourão.

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