Por escrito: “Filhos e Poemas (II)”, por Gilson Mendes de Góis
Filhos e poemas (II)
Os filhos e os poemas
insistem em rodear os poetas e os pais
Os poemas não são nossos
mas estão lá, dentro de nós
Os filhos, também não nos pertencem
mas estão lá, dentro de nós
não te iludas com a natureza
não se brinca com o amor, com a dor
nem que se tome todas as precauções,
atenção, um poema ou um filho
são possibilidades tanto da dor, quanto do amor
a Vida é um Garrincha a driblar adversários.
Um filho sempre estará num espermatozóide esperto
ou num óvulo paciente
que anos esperou por um encontro.
Isto tudo pode ser um poema,
que sempre estará lá…
mas nunca vai pertencer ao poeta,
como o filho, ao pai… à mãe…
Filhos e poemas trazem consigo
antes mesmo de surgirem, um selo essencial:
a liberdade!
Até mesmo para se fazerem…
utilizando-se de meros pais;
ou poetas…
Gilson Mendes de Góis
Nascido em Nova Cantu, em 1964.
Vive em Campo Mourão desde 1970
Graduado em Letras pela Fecilcam, Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão, em 1998 e em História pela Unespar em 2014.
Possui Especialização em Literatura Brasileira pela Fecilcam;
Especialização em Vigilância em Saúde, pela Fundação Osvaldo Cruz.
Auxiliar de Enfermagem da 11ª Regional de Saúde desde 1986.
Autor de dois livros: “A Coruja e a Lagarta”, romance publicado em 2002,
“Histórias de Filhotes”, contos infantis, publicado em 2006.
Presidente da AME (Associação Mourãoense de Escritores), Biênio 2007/09.
Presidente da Academia Mourãoense de Letras. Biênio 2010/12.
Atualmente é presidente da AME (Biênio 2015/17)
Participante de outras publicações de antologias regionais e nacionais de contos e poesias.
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