Por escrito: “De olho no arco-íris”, por Oswaldoir Capeloto

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DE OLHO NO ARCO-ÍRIS

Sobre o arco do arco-íris
uma pomba branca estende o símbolo da paz
embalada pelo som leve e gostoso de uma flauta
tocada suavemente pela borboleta azul.

Um anjo engole pedacinhos de brisa
e assopra flechinhas incandescentes
que se perdem longe, muito longe no espaço.
Seriam flechas do amor?
Quem sabe?

A nuvenzinha
de cabelos longos e jeito meigo
de olhar colorido e roupa de algodão
observa tudo muito calmamente
e até acha graça quando avista o mamute
caminhando sobre o arco do arco-íris
a palitar os dentes preguiçosamente
com os finos palitos dos raios do sol.

Pela garganta funda e multicolorida do arco-íris
se vê passar joias e brilhantes muito lindas
extraídas do pote de ouro
enorme tesouro
que fica escondido do outro lado do rio.

Quando olhas para um arco-íris
não enxergas nada disso?

Ah!… Então
não estais olhando o arco-íris
com os olhos das crianças!
Não estais não.

E nem com os olhos dos poetas.
Oswaldoir Capeloto
Oswaldoir Capeloto, reside em Campo Mourão há 30 anos. É autor dos livros “Penteando as Horas” e “Lágrimas”, esse último em co-autoria com o poeta Antonio José Lemos Filho, tendo ainda contribuído em outros livros de coletâneas. Participou da fundação da AME, (Associação Mourãoense de Escritores) e fez parte da AML, (Academia Mourãoense de Escritores) de onde solicitou o desligamento por sentir-se melhor sendo um simples mortal.

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