Por escrito: “Crise: declínio ou renascimento?”, por Alemão

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 Crise: declínio ou renascimento?

Observando tantas crises econômicas, altas de impostos, empresas fechando, desemprego, o início da caristia. Tanto caos e decadência de um sistema politico, econômico e social.

Tudo porque baseamos a sobrevivência do nosso sistema, em ganhos e lucros individualizados e focando um mercado globalizado. Para caminharmos nessa grande massa um processo de sobrevivência. Com anos de evolução, continuamos lutando por comida, abrigo, amor e, raramente, transcendemos essa necessidade pra fazer o que realmente queremos, para realmente vivermos, para realmente aprendermos e talvez evoluirmos. Mas quantas pessoas passam a vida toda lutando somente pra suprir o necessário ou acumular o desnecessário?

O mercado é a busca em que a grande maioria visa consumos fúteis numa disputa por espaço e renovação. O tempo todo estipulamos felicidade por meio do que possuímos e sobre a capacidade que temos de alcançar, nos expressando com o pouco que temos e muitas vezes ostentando recursos que nem possuímos.

Vivemos hoje uma tirania,como a descrita por Platão, onde só se valoriza a sabedoria através do lucro, mas não em seu conhecimento puro buscando a libertação e evolução do homem da materialidade.

Até quando a humanidade viverá assim? Até quando certas culturas subjugarão outras por se considerarem superiores? Até quando acreditaremos que só evoluímos pregando o “ter” e não o “ser”?

A ordem deveria ser evoluir, buscando tecnologias superiores que atendessem a todos da melhor forma e não conflitando entre si. A necessidade de trabalho seria para manter a qualidade de vida a todo homem, não somente sua necessidade de diferentes consumos. Nossa farmacologia buscar a cura e não o lucro sobre a doença. Nossas religiões que pregam o amor ao próximo, amá-lo sem distingui-lo. Todos os nossos recursos serem gastos em prol da sustentação justa e de qualidade a todos, teremos tempo pra evoluir como seres humanos…

Buscando novos conhecimentos, recursos, tecnologias, filosofias e espiritualidade, gastando nossas capacidades em uma contribuição para o macro.

Só assim não haveria crises, conflitos, e todo homem trabalharia para o crescimento do todo e não somente para a sobrevivência de si.

Espero que dessa “crise” floresça uma nova harmonia, afinal a ordem nasce do caos.

Não me defino, pois já fui, sou e serei tantas coisas em uma única casca que quem se define se limita, sou e apenas, sou!

Penso logo existo e só sei que nada sei.

Alemão

Natural de Campo Mourão, Alemão tem 28 anos e é estudante de História pela Unespar, artista plástico e designer.

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