Por escrito: “Até o fim do mundo”, por Max Moreno
Até o Fim do Mundo
Um punhado de palavras
Atiradas ao relento, num momento qualquer
Diante do que se quer ou do que se deseja ser… humano.
É a fascinação da perfeição
É a luz que cega a multidão
É parte do meu coração o dom da inquietação.
Desce da lua
Encontra o que não existe
Insiste; recria a poesia despojada: nua.
Ergue-se majestosa e exuberante
Não faz sentido, faz barulho
Serpenteia neste mundo errante.
Vive de inspiração
Morre de solidão
Perde-se no desejo de sonhar; respirar
Qualquer coisa de querer
Mais do que se pode ter
Brincar com a necessidade de se expressar.
Espalha-se pelos rios, mares e bares
Sob olhares e amores perdidos
Entre copos, goles e gemidos
Há quem insista em duvidar,
Mas se fosse só para rimar
Eu não precisaria chorar.
Max Moreno
Max Moreno é escritor, romancista, poeta, contista, radialista e professor de Inglês. Seu livro de estreia (A Outra Sombra) foi publicado pelo selo Desfecho da Editora Multifoco em 2014. Recentemente teve seu conto “Vinte Pratas”, publicado no coletivo “Big Buka – Para Charles Bukowski” – Editora Os Dez Melhores. Moreno é membro a AME – Associação Mourãoense de Escritores.
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