Por escrito: “A cor das emoções”, por Néia Lambert

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A cor das emoções

Numa ânsia por perscrutar os sentimentos
penso que, se aos olhos eles fossem vistos,
teria cada qual um colorido diferente?
Bem sei que o amor tem um tom bem forte,
intenso a ponto de jamais descorar um dia.
Já a paixão, na sua instabilidade incontida,
não resistindo às menores intempéries,
teria a sua esfuziante cor logo esmaecida.
Em pensamento continuo indagando,
será que dor também se mostraria em forma de cor?
Bom seria se em paleta alguma ela fosse vista
e que nenhum artista em tela a colocasse um dia.
E o medo, fico a imaginar, em que tom ele surgiria?
Certamente, viria isento de cor,
na sua cruel transparência se faria sentir
e uma alma sequer deixaria ser feliz.
Porém, a alegria, essa sim, com suas múltiplas facetas,
deveria vir em cores muito bem combinadas
a ponto de mostrar a felicidade com tal intensidade
que até os marcados pela tristeza, efusivamente, aprenderiam a sorrir!

NÉIA LAMBERT

Autora de contos, crônicas e poesias. Associada da AME desde
junho/2011.

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