“O homem e a árvore”, por Julieta de Oliveira, na coluna “Por escrito”

Vou contar a história de uma árvore
Que era minha fonte de inspiração
Um dia ela foi destruída
Vocês prestem bem atenção
Onde está aquela árvore frondosa
Que avistava de minha janela
Os primeiros raios do sol
Ela ficava ainda mais bela
Quando chegava a primavera
Como um ouro parecia
Com seus lindos cachos amarelos
Que de muito longe se via
As abelhas faziam festa
O vai e vem de beija flor
Sua sombra aconchegante
Que protegia do calor
Esta árvore foi eliminada
Não foi por acaso, porque quis
Está destruindo o muro e a calçada
Com suas profundas raízes
Depois de cortada a madeira
Foi levada em um caminhão
Com destino a ser queimada
E ser transformada em carvão
O que aconteceu com a árvore
Com o homem não é diferente
Nascemos vivemos e morremos
Tudo passa tão rapidamente
Julieta de Oliveira, mais conhecida com tia Julia, tem 88 anos, é natural de Piunhy (MG), mas reside em Araruna há mais de 60 anos. É aposentada e viúva. Gosta de escrever poesias.
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