“Homenagem à minha avó, dona Oscarina”, por Meri Pedroso, na coluna “Por escrito”
A vida é mesmo uma incógnita. Muitas vezes não conseguimos entender porque as pessoas de bom coração, acabam sofrendo demasiadamente. Se todos somos iguais perante Deus, por que a carga de uns, é maior que a de outros? Talvez, porque tenham capacidade de ajudar a carregar a carga do outro, amenizando o sofrimento alheio, pois estão mais espiritualmente elevados.
Dona Oscarina, quase 94 anos de amor, sabedoria e com uma lucidez incrível. Protagonista de uma grande família, filhos, netos, bisnetos e até tataranetos. É preciso viver muito para ser agraciado com tantos descendentes. Sempre alegre e com uma palavra amiga para aconselhar ou confortar os que precisam, sejam parentes, amigos ou até pessoas desconhecidas.
Por mais de 50 anos dedica-se a fazer o bem, não importa a quem. Abdicou de sua vida para ajudar aos necessitados, sejam de acalento espiritual ou problemas de saúde, orando com sua fé inabalada. Não benze apenas, mas aconselha os que precisam encontrar a paz interior. Mesmo acamada, com dor e tonturas, ainda se preocupa e recebe as mães aflitas, que à procuram com seus filhos para benzer.
A Bíblia diz que não há obra sem fé e nem fé sem obra. Nesse caso, as duas andam juntas. Sua obra, dedicação de uma vida, é reconhecida. Ela fica feliz porque sabe disso e diz que o maior presente é ser lembrada. Hoje, muitos oram por sua saúde e ela continua firme e forte, sem reclamar, com sua fé inabalada, acreditando que, sua missão foi e ainda continua a ser cumprida.
Escrito por: Meri Terezinha Carollo Pedroso, mourãoense, graduada e especialista em educação matemática. Professora da rede pública de ensino.
Participe da coluna “Por escrito”! Mande seu texto (artigo, poesia, prosa, crônica, etc), com foto e breve biografia para [email protected]
