“Folhas ao vento”, por Néia Lambert, na coluna “Por escrito”

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Somente na vulnerabilidade da doença,

quando a fragilidade vem acompanhada pela opressão da finitude,

percebe-se então o quanto a vida imita, inevitavelmente, a natureza.

Enquanto folhas verdes a aparência é de pura energia,

todos os movimentos dão vigor à vida.

Uma vez secas, no chão, algumas jazem silenciosas e abatidas,

já outras não se abatem com o fim,

e com a leveza do dever cumprido,

sabiamente, deixam-se levar ao sabor do vento.

Néia Lambert: Autora de contos, crônicas e poesias. Associada da AME desde
junho/2011.

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