“Folhas ao vento”, por Néia Lambert, na coluna “Por escrito”
Por Redação Tasabendo em 12 de abril, 2016 às 11:27
Somente na vulnerabilidade da doença,
quando a fragilidade vem acompanhada pela opressão da finitude,
percebe-se então o quanto a vida imita, inevitavelmente, a natureza.
Enquanto folhas verdes a aparência é de pura energia,
todos os movimentos dão vigor à vida.
Uma vez secas, no chão, algumas jazem silenciosas e abatidas,
já outras não se abatem com o fim,
e com a leveza do dever cumprido,
sabiamente, deixam-se levar ao sabor do vento.
Néia Lambert: Autora de contos, crônicas e poesias. Associada da AME desde
junho/2011.
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