Felipe Rocha publica hoje na coluna “Por escrito”

Eu

Liberdade de que?

Ora, como essa democracia, baseada no princípio da liberdade, obriga-nos a fazer parte dos votos válidos? É como resolver o dilema, ser ou não ser, quando o que liberta, se faz à palmatória. É fundir um direito a um dever. Em outras palavras, é uma admissão de que o nosso sistema político – artefato de um coronelismo moderno – adapta-se a um conceito muito controverso de liberdade.

Assim como tudo o que nos cerca é composto de diversos fatores, o sistema político desenvolvido em um país não pode ser discutido de forma isolada. É sobre a forma como fomos colonizados, trazendo toda sua carga, concomitantemente, com outros processos que nossa sociedade vivenciou desde então. É um processo de desenvolvimento, análogo ao nascimento de uma criança até a mesma se tornar adulta.

O analfabetismo político, talvez sendo consequência do nosso falho sistema educativo desde o princípio, é parte de todo o processo transitório, sendo o tecido da máscara que nossa política insiste em continuar vestindo. O outro lado da máscara seria a vertente que nos leva a refletir sobre a real eficiência de um eventual voto facultativo. O voto facultativo seria o primórdio da democracia, unindo a liberdade ao direito.

Felipe Rocha é mineiro e estudante de Engenharia de Alimentos na UTFPR/Campo Mourão.

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