“Eu acredito”, por Antônio Barros, na coluna “Por escrito”

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Às vezes eu paro , penso, emudeço. Fico horas a meditar. Deparo-me com perguntas para as quais não encontro respostas. Vivemos momentos de tensão e nervosismo, suspense e apreensão. Momentos de incertezas. Onde iremos chegar? Onde vai parar tudo isso que estamos vivenciando nos dias de hoje? Depositamos total confiança, credibilidade, demos o aval para alguém nos representar, atuar como nosso porta voz nos poderes constituídos.
E agora? Olha, aí!

Decepção, desgosto, tristeza, frustração. Vivemos um caos. O momento é de inconformidade, revolta, impotência, pois nada podemos fazer diante da real situação a não ser gritar, clamar por justiça, protestar… Precisamos fazer nossa parte. Não podemos ignorar fatos tão presentes em nosso cotidiano de vida. Não sabemos o que nos espera o futuro que há de vir. Cruzar os braços? Ah! Isso nããããõo!!!

Não podemos nos acovardar diante de fatos que estarrecem a sociedade. Querem nos calar julgando-se inocentes de fatos tão reais e concretos. Querem nos taxar de tolos capazes de acreditar em suas inverdades.
Não somos cegos a ponto de não enxergarmos os absurdos estampados a nossa vista. Não somos surdos para não ouvirmos o clamor de toda a sociedade. Também não somos mudos para permanecermos calados diante de tão grave situação que afeta toda a nossa sociedade.

Precisamos ir em frente. Não desistir de lutar diante dos obstáculos que ora aparecem. A causa é nossa também. Não deixemos de lutar, batalhar. O momento é de luta e resistência. Não podemos fracassar. Desistir de lutar.
Mesmo que à duras penas, queremos solução para o que parece insolucionável.

Resta-nos a esperança de dias melhores. Nada está perdido. É possível resgatar a nossa credibilidade. Para tudo existe solução. Resta-nos esperança. Quem sabe um dia tudo possa estar restabelecido. O que é preciso é ter fé, esperança, ir à luta, batalhar, fazer cada um a sua parte. Mas para isso é preciso ousadia. Isto não há de faltar para nosso povo que sabe o que quer, o que precisa, trabalha junto, se organiza. Uma sociedade justa, fraterna, igualitária se concretiza através da união, ousadia, coragem e persistência de um povo que cumpre seus deveres, mas nunca deixa de lutar por seus direitos.

Antonio Barros de Moura Filho é natural de Presidente Prudente. Mourãoense há 40 anos, é funcionário público e apaixonado pelas palavras.

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