“Estender a mão é um ato de coragem!”, por Larissa Alves, na coluna “Por escrito”

Você estende o seu ser para que o outro possa sentir-se seguro. Quando o outro cai você o levanta com todo cuidado necessário. E enquanto você sustenta um com todas suas forças, porque mesmo o cansaço deixando os dedos úmidos de suor você não desiste, a mão esquerda, até então vazia, se inclina ao abismo com fé e coragem que pode sustentar outro corpo.
As mãos sustentando com bravura aquilo que elas acreditam que vale agarrar com todo o esforço para evitar a colisão com o solo. O suor ainda escorre entre os dedos. A circulação já está afetada. O dedos doem. O corpo fadigado fazendo com que cada suspiro seja o combustível para aguentar por mais um segundo. Os lábios sendo mordidos para criar forças e a testa toda rígida se questionando se irá aguentar.
Estender a mão é sim um ato de coragem, contudo, maior ainda é reconhecer quando estamos fracos e precisamos soltar para agarrar o nosso “eu”.
– Estenda a mão ao infinito!
O que é o infinito?
– Infinito é viver como se neste exato momento fosse seu último suspiro!
Você estaria feliz com seu último suspiro?
– Uma bela pergunta para se responder!
É preciso abrir mão pra poder estender ela em direção ao universo dentro de si e sustentar cada batida do coração, cada fragmento e no último suspiro sentir-se grato por entender que isso não é covardia e sim um ato de coragem.
Sou Larissa Alves, 21 anos. Estudante de história e teatro. Escrever sempre foi uma válvula de escape, é uma das maneiras que utilizo para expor meus sentimentos ou opiniões em relação ao cotidiano.
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