“É uma droga”, por Valdir Meira, na coluna “Por escrito”

Eu gosto da dor fria que fadiga e alucina meu corpo ardente

Que arrebata os anseios da fissura que extasia minhas faltas

É uma viagem alucinante que dosa irresponsável o prazer que me sequestra

Parece um castigo que peço por razão da lucidez

No mau trato, peço tanto quanto o trato que me maltrata

Eu sinto, sinto-me bem em pleno turbilhão de sensações

Que desarranja majestoso, mas ordenada, as minhas emoções

Negligencio com prazer todo o desejo na forma natural

Enquanto carrancudo para a busca mecânica

O prazer que me agracia plenamente

Não vem de um simples tórpido que anima a mente

O prazer decorrente que me alucina a vida

Vem de uma simples corrida

Valdir Meira mora em Campo Mourão, é vendedor por opção e poeta por natureza.

Participe da coluna “Por escrito”! Mande seu texto (artigo, poesia, prosa, crônica, etc), com foto e breve biografia para [email protected]