“É uma droga”, por Valdir Meira, na coluna “Por escrito”

Eu gosto da dor fria que fadiga e alucina meu corpo ardente
Que arrebata os anseios da fissura que extasia minhas faltas
É uma viagem alucinante que dosa irresponsável o prazer que me sequestra
Parece um castigo que peço por razão da lucidez
No mau trato, peço tanto quanto o trato que me maltrata
Eu sinto, sinto-me bem em pleno turbilhão de sensações
Que desarranja majestoso, mas ordenada, as minhas emoções
Negligencio com prazer todo o desejo na forma natural
Enquanto carrancudo para a busca mecânica
O prazer que me agracia plenamente
Não vem de um simples tórpido que anima a mente
O prazer decorrente que me alucina a vida
Vem de uma simples corrida
Valdir Meira mora em Campo Mourão, é vendedor por opção e poeta por natureza.
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