“(E eu?)”, por Leandro de Oliveira Santana, na coluna “Por escrito”

O mundo do trabalho é uma bela invenção, e eu? eu não acredito em você, que de forma horrível, é também uma invenção, que funciona, que professa uma fé, a má fé. Você é uma “Maquina sem alma” um automato. programado para fazer, para repetir.
Querem muito de você, querem que você seja bom, mas não muito, querem que seja inteligente, mas não muito, querem que você seja você, mas não muito de si. Querem que ganhe bem, mas não muito.

E eu?

É abominável pensar, é perigoso falar, e se cantar de mais, talvez te chamem de vagabundo, pois o mundo é assim, ou você trabalha feito escravo, e é um bom homem, um homem de virtudes, ou é um vagabundo, não existe opção.

E eu?

Eu não te entendo. eu não sei quem você é! E isso me incomoda, sabe, te vejo todos os dias, e não te conheço. oi? -oi, tudo bem? -tudo. e o mundo continua mudo.

E eu?

Eu me incomodo com você, que todos os dias levanta, que faz as mesmas coisas, simples, que não lhe permitem pensar, que não pode por dever, realizar atividades complexas, que lhe paralisa, que lhe impede o pensar, que inexiste pois, neste mundo, não se pode enfrentar as batalhas que não existem, que nunca acontecem.

Eu eu?

Eu sou aquele que grita calado, aquele que com todas as forças odeia o mundo. Eu o detesto, eu não o suporto. Eu te odeio, e não te suporto.

E você?

Se de mim não sei, de você menos ainda.

E nós?

E nós, estamos ai, nos vemos por aí.

Sou Leandro de Oliveira Santana, tenho 20 anos. Sou estudante de psicologia, adoro escrever poesias e temas diversos. Sou amante da arte e da música.

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