“Briguinhas de amor”, por Oswaldoir Capeloto, na coluna “Por escrito”

Ah, essas briguinhas de amor!
Elas nos botam tão para baixo.
E mesmo que sejam breves, muito breves,
duram tanto, tanto, e tanto…
Parecem intermináveis.
São espinhosas, pontiagudas, machucam demais!
E sangra, sabe? Sangra o coração da gente,
que fica se sentindo tão pequenino, tão inseguro,
tão sem horizonte.
O pensamento? Melhor não pensar.
Pensar, nessa hora, é ferir-se ainda mais.
Melhor dar um tempo ao tempo infindável.
Paciência. Como se isso fosse possível.
Mas convenhamos, assim que a tormenta
começa a dar sinais que está passando,
e que o horizonte começa a se reabrir
e a luz volta a brilhar através de um olhar tímido
ou de um sorriso, ainda incerto, meio sem querer,
mas tão cheio de querência… Ah!…
O coração dispara, as incertezas se dissipam
e o amor ressurge renovado, forte, sedento,
temperado no mais fino sabor da sensualidade
e esbanjando certezas “nunca” dantes duvidadas.
Oswaldoir Capeloto. Campo Mourão/Pr.
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