“Basta”, por Oswaldoir Capeloto, na coluna Por escrito

Oswaldoir

BASTA.

Enquanto o tempo é tomado por picuinhas
discussões sem sentido, eterna desunião,
vejo distante, eternamente perdidas, minhas
esperanças de ver crescer “a nossa  Campo  Mourão”.

As ideias não fluem, não flui o fazer.
Se um liga a tomada, o outro corta o fio.
Se um pensa grande, buscando crescer
o outro já fica louco, perde o pavio.

Não importa quem seja o vereador, prefeito
secretário ou deputado… Sem união
tudo pára, fica estagnado, nada é feito.
É pedra atingindo pedra, sangrando o coração.

Nenhum cidadão vota buscando colher intrigas.
O eleitor quer progresso, quer ver a cidade acontecer.
Os sonhos se tornarem concretos, reais, sem brigas.
O eleitor não é saco de pancadas, que apanha e fica a ver.

Façam-me crer que ainda tenho voz
que o titulo de eleitor ainda tem valor.
Mostrem que vocês estão ai, para fazer por nós.
E nós, aqui é singular, é cidade apenas, tem corpo, pele e cor.

E, por favor, não me venham com palavras importadas.
Estendam a bandeira da paz, façam, precisamos de ação.
Em todo caso, se chegar palavras encomendadas,
que sejam para o bem, que seja o suspiro da união.

Ah!… E que fique claro: Não sou posição, nem oposição.
(Essas palavras não fazem parte do meu dicionário.)
Sou apenas Campo Mourão, de coração,
soltando o grito, alertando, para que mudem o cenário.

Oswaldoir Capeloto é autor do livro “Penteando as Horas”, e também do livro “Lágrimas” esse em co-autoria com o poeta Antonio José Lemos Filho. Participou ainda de vários outros livros de coletânea. Reside em Campo Mourão desde 1.985.

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