“A invasão muçulmana e a desunião na união europeia”, por professor Pedro Paulo, na coluna “Por escrito”

Pedro Paulo Rodrigues 2

A saída do Reino Unido da União Europeia é algo revelador, mas não mostrado: a invasão dos refugiados mulçumanos na Europa chancelada pela União Europeia é apontada por muitos especialistas no assunto como sendo uma das causas mais prováveis para tal desfecho. Por encomenda do Channel 4, uma grande pesquisa foi realizada com os muçulmanos britânicos, aqueles considerados mais “civilizados” e “ocidentalizados”. Os resultados são estarrecedores. Durante quatro meses, um levantamento realizado apenas com islâmicos que moram no Reino Unido, não no Iêmen, Somália ou Afeganistão mostrou que:

  • 27% dos muçulmanos britânicos disseram nutrir “simpatia” pelos motivos que levaram ao massacre dos humoristas da Charlie Hebdo em Paris, a selvageria que terminou em 12 assassinatos brutais contra artistas inofensivos e desarmados no escritório da publicação. Um em cada quatro muçulmanos britânicos.
  • Quase 80% deles disseram se sentir “profundamente ofendidos” com a veiculação das imagens pelo jornal francês e 11% declaram que quem faz este tipo de publicação “merece ser atacado” (seja lá o que isso for).
  • 52% acreditam que o homossexualismo deve ser ILEGAL e, pior, criminalizado (entre a população britânica como um todo, o número cai para 5% – e os muçulmanos são 4,5% da população total).
  • 47% não concordam que um gay se torne professor
  • 4% “simpatizam” com quem comete atentados suicidas e atos terroristas
  • 23% acreditam que a Lei da Sharia deve ser implementada ao menos em partes da Grã-Bretanha
  • 39% alegam que as esposas devem “sempre obedecer aos maridos”
  • 31% aceitam que um homem tenha mais de uma esposa
  • 34% não condenam totalmente o apedrejamento de “adúlteros”
  • 68% dos entrevistados acreditam que os não mulçumanos são hereges e como tal devem ser considerados “inimigos” da fé verdadeira
  • Um em cada seis diz querer viver “mais separadamente” dos britânicos não-muçulmanos

Esses dados são, por si só, aterradores por que pesquisas não criam fatos, atesta-os apenas. Quando 52% de uma cidade afirma que a homossexualidade deve ser criminalizada porque é ilegal, por exemplo, estamos dizendo que mais da metade desta cidade puniria um homossexual apenas por ele ser o que ele é. Simples assim. Ou seja, a saída da Inglaterra da União Europeia pode apenas ser o reflexo de um povo que não quer conviver com quem não aceita aceitar suas leis, valores, costumes, princípios e atitudes, mas que, por força de lei, tem entrada garantida e protegida no seu meio.

Óbvio que querer culpar os mulçumanos pelos desagrados de um povo, pura e simplesmente, é reducionismo e cinismo, mas o contrário também é. Os valores ocidentais implementados e praticados no ocidente não podem deixar de existir porque quem não os pratica e com eles não concordam, não os praticam e com eles não concordam. E isto aplicado aos ocidentais nascidos e criados no ocidente. O que dirá dos outros.

É bom quando pesquisas como esta são mostradas sem as “frescuras” esquerdológicas de sempre e melhor ainda quando são levadas a sério de maneira racional e lógica. O que está escrito acima é o resultado de uma pesquisa científica feita por um instituto sério e não um conjunto de opiniões “xenófobas” da “extrema-direita”, seja lá o que isso signifique.

Por suas posições e opiniões, a verdade é que as reações que os imigrantes muçulmanos provocam no Ocidente são únicas e totalmente distintas de outros grupos de imigrantes como budistas, por exemplo, o que deveria ser analisado com mais racionalidade e menos gritaria ou patrulha ideológica.

Texto revisto expandido de Rafael Hollanda

“What British Muslims Really Think” (Channel 4) http://bit.ly/28SpGN0https://youtu.be/xQcSvBsU-FM

Quarter of British Muslims sympathise with Charlie Hebdo terrorists – Telegraph http://bit.ly/28PUN76

Ben Shapiro – O Mito da Minoria Radical Muçulmana (Legendado) – YouTube http://bit.ly/28YWFLX

Pedro Paulo Rodrigues Cardoso de Melo

Psicólogo Clínico e Empresarial; Psicanalista; Psicopedagogo; Professor de Graduação e Pós-Graduação; Coordenador de Psicologia da UNICAMPO; Palestrante e Conferencista.

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