Voidelo critica novo expediente da prefeitura e diz que Campo Mourão tem meio prefeito
Usando do espaço reservado a Palavra Livre na sessão ordinária desta segunda-feira (3/10), o vereador Beto Voidelo relembrou declarações que o prefeito Nelson Tureck fez no passado de que cidade em que a Prefeitura funcionava em meio período tinha meio Prefeito. “Então, agora, temos meio Prefeito em Campo Mourão. Aliás, teremos meio Prefeito até o final de janeiro de 2012”, explicou.
O vereador voltou a criticar a falta de planejamento e controle na administração municipal de Campo Mourão, com gastos desnecessários em algumas áreas e a falta de recursos para outros serviços essenciais à população. Fez ainda uma retrospectiva da adoção do meio período pela Prefeitura de Campo Mourão, destacando que a medida é adotada cada vez mais cedo no ano.
Além de questionar a eficiência do meio período em termos de economia para os cofres públicos, o vereador Beto Voidelo ressaltou que a medida resultará em prejuízos para a população, sobretudo aqueles segmentos de menor poder aquisitivo que mais utilizam os serviços públicos. Na saúde, por exemplo, as reclamações da população já eram muitas com as unidades funcionando em expediente normal e a tendência agora é aumentarem pela redução no horário de atendimento.
Voidelo falou ainda que a arrecadação do Município vem crescendo rapidamente nos últimos anos, de acordo com os próprios balancetes da Prefeitura. “Nunca se arrecadou tanto como agora em Campo Mourão, mas a Prefeitura adota meio expediente para contenção de gastos. Algo está errado”, desabafa o vereador.
As inúmeras obras paralisadas da Prefeitura também foram destacadas por Beto Voidelo, bem como as ruas esburacadas, a falta de poda na arborização pública, o descaso com a sinalização e o precário estado de conservação de alguns prédios públicos do Município.
A Câmara de Vereadores e entidades locais têm reivindicado a Prefeitura de Campo Mourão a implantação de sistemas de controle de estoques e de frota. O Observatório Social chegou a entrar na Justiça para obter informações sobre a ocupação de cargos comissionados e outras informações da Prefeitura. Apesar da determinação da Justiça local para que os pedidos fossem atendidos, a administração municipal recorreu.