Vereador quer Comissão para revisar contrato de concessão da Sanepar
O vereador Luiz Alfredo da Cunha Bernardo (PT do B), solicitará que a Câmara de Vereadores crie de uma Comissão Especial para revisar o contrato de concessão da Sanepar em Campo Mourão. A comissão verificará questões contratuais de concessão-legalidade, aplicação dos recursos e empreendimentos no município. O caso pode já ir à discussão nas sessões ordinárias da próxima semana.
Bernardo comentou que pede a criação da comissão com base de que os contratos em Campo Mourão não estão dentro dos parâmetros legais, e a relação custo benefício da Sanepar no município. “O que ela arrecada e investe aqui está muito aquém”, falou. Segundo o vereador, o máximo que a empresa poderia obter de lucro do município seria na ordem de 10%, do faturamento líquido. No entanto, não é o que vem acontecendo, segundo dados divulgados pela própria Sanepar.
De acordo com o vereador, o faturamento da Sanepar mensalmente em Campo Mourão é na ordem de R$ 1,3 milhão, enquanto os investimentos e despesas atingem apenas cerca de R$ 500 mil. “Quero percentual vindo da aplicação direta. Eles pararam a rede de esgoto no jardim Araucária porque dizem que não tem dinheiro, como não tem dinheiro se todo mês recebem R$ 700 mil “limpos”. Queremos o planilhamento do sistema de reaplicação”, ponderou Bernardo.
O vereador comentou que com o levantamento dos loteamentos, comissão a qual ele preside, constatou-se que a Sanepar praticamente não está investindo na cidade. “Só os loteadores. Ela [a Sanepar] está só está arrecadando. O que ela está dando aqui é “melzinho na boca”, perto do que está levando”, denunciou. O vereador acrescentou que a empresa deixou de ter o apelo social, o qual se justificou com a concessão sem licitação. “O serviço é do município, assim os munícipes têm de ter o retorno pelo que vem pagando, e não os ‘franceses’”, criticou Bernado.
Na visão do vereador nos quase cinquenta anos de concessão, os investimentos no município tem deixado muito a desejar. “Estamos regredindo em especial no tocante a esgoto e água tratada. Pelo que se arrecada, o percentual de residências atendidas com água tratada e rede de esgoto está muito aquém. Sem falar que alguns empreendimentos imobiliários estão ocorrendo com implantação de fossa séptica porque a rede adutora de esgoto e capacidade de tratamento já está muito aquém das necessidades”, ponderou.