Tempestade em copo d’água

O curto relacionamento de amizade entre Observatório Social e prefeitura acabou. A suspeita de fraude na licitação para realizar a decoração natalina na cidade, levantada pelo OS nos últimos dias, rasgou qualquer tipo de laço criado entre os órgãos.

O divórcio ficou muito nítido nos discursos da prefeita Regina Dubay e da secretária de Cultura, Sônia Singer, em um evento na Estação da Luz, realizado nesta quinta-feira (21).

Sônia aproveitou para lavar a roupa suja, bem ali, na sua casa, ao estilo PT de discursar. ‘O meu salário de secretária me sustenta, não preciso de nenhum centavo a mais. Se deixar o serviço público eu faço pão para vender, faço bolacha para vender, mas não preciso roubar. Não é vagabundo nenhum que vai me tirar de uma forma horrível’, destacou.

A prefeita Regina Dubay disse que estranhou a denúncia direta ao Ministério Público. “Porque não me ligou ou me procurou se tinham alguma dúvida? Sempre deixei as portas abertas para o Observatório Social”, discursou.

O presidente do OS, que fiscaliza os processos licitatórios da prefeitura, Nelson Botega, disse que houve sim uma conversa com a Fundacam antes da denúncia ao Ministério Público.

Agora cá pra nós, precisa disso tudo? Se houve mesmo esta conversa antes entre Fundação Cultural e Observatório Social, qual a razão para a estranheza na denúncia? Ontem durante coletiva, a procuradora geral do município, Carla Zagoto, disse que a Fundacam tem autonomia para realizar as licitações. Então tem autonomia também para decidir se acata a suspeita de fraude, levantada pelo OS ou descarta. E pelo que tudo indica, a Fundacam não deu ouvidos ao OS. O resultado está aí.

Mas, algo tem que ficar claro. Não, a Sônia não roubou dinheiro para ela. Não, o Observatório não falou que houve roubo de dinheiro. A suspeita levantada é de fraude no direcionamento da licitação.